Quatro mulheres contam suas experiências e trazem motivos para você se aventurar neste mundo dos relacionamentos virtuais
Até o final da década passada, era comum casais descobrirem seu amor ainda na escola ou na faculdade. No entanto, em um mundo cada vez mais tecnológico, a forma de se relacionar mudou, mesmo para geração X, que contempla mulheres nascidas entre 1965 e 1980.Com o surgimento dos smartphones são necessários poucos cliques para conversar com alguém em qualquer parte do mundo. Diante disso, no mercado de aplicativos (apps) de relacionamento, o Brasil perde em adeptos apenas para os Estados Unidos.
Uma pesquisa da Global Dating Insights mostra que as gerações mais novas, no caso, os Millennials e a geração Z, têm interesse em encontrar parceiros fixos por meio da tecnologia. Mas como as gerações que não são nativas digitais lidam com essa forma de se relacionar? Quais desafios as mulheres 40+ enfrentam quando buscam conhecer alguém pela internet?
Ainda que elas prefiram o encontro cara a cara, uma pesquisa feita pela AARP Research, em 2019, mostra que são mais abertas aos encontros on-line e buscam um namoro, não apenas um “contatinho”.
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Para falar mais desse assunto, o Dicas de Mulher conversa com quatro mulheres 40+ que relataram suas experiências com os aplicativos de relacionamento. Confira!
Como é se relacionar após os 40 anos
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Fotos: Reprodução/Google
Das quatro entrevistadas, três delas concordam que ter um relacionamento após os 40 anos é mais difícil. Sol Antunes (nome fictício), 52 anos, acredita que “ninguém quer um relacionamento sério nessa idade. As pessoas não querem compromisso. Querem curtir”. Ela ainda prefere as formas tradicionais de conhecer alguém, mas “é mais difícil, pois antigamente as pessoas eram apresentadas umas às outras e no mundo de hoje é mais fácil via internet”.
Lidy Rose, 42 anos, acha que a dificuldade de se relacionar após os 40 está relacionada com sua forma de ver o mundo: “sinto que já não tenho paciência para ‘tolerar’ algumas coisas que parecem bobas para outras pessoas. Não sei se é uma característica que eu adquiri para minha vida, ou se faz parte da idade mesmo”. Apesar disso, percebe que os apps permitem conhecer outras pessoas, pois “os filtros nos ajudam a encontrar alguém com uma sintonia melhor. Já não tenho tempo, e nem paciência, para ficar tentando descobrir as pessoas ao acaso”.
Mirian Dias, 55 anos, cita a bagagem emocional como uma das maiores dificuldades em se relacionar. “Com isso, muitas vezes, é gerada uma certa cobrança de si próprio ou do outro”. Para ela, a forma tradicional ainda é mais segura, por mais que seja mais demorada.
Luísa Aranha, 42 anos, concorda com o quanto a bagagem emocional pode interferir, mas traz uma questão importante: “acredito que não é exatamente uma questão de idade, mas sim mais relacionada às experiências e traumas que se tem. É a bagagem que a gente carrega e como a gente lida ou não com isso que facilita ou dificulta”. Ela também acredita que o melhor é se adaptar ao novo e deixar o passado, tanto que ressalta: “a gente tem que parar de olhar para o passado e usufruir das coisas novas que se apresentam. Os apps são uma evolução dos antigos números de tele-amigos”.
Fonte: com informações do Portal Dicas de Mulher
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