Caminhoneiros que apoiam o governo Jair Bolsonaro fazem protesto em frente ao Congresso Nacional.
O Ministério da Infraestrutura informou nesta sexta-feira que apenas três estados têm pontos de concentração de caminhoneiros em rodovias federais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia. Segundo o governo "não há pontos de interdição em rodovias federais" no momento.
Este é o terceiro dia de manifestações promovidas por caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os caminhoneiros se mobilizaram após os atos antidemocráticos puxados por Bolsonaro no dia 7 de setembro. Na quinta-feira, ao menos 16 estados tiveram rodovias bloqueadas total ou parcialmente pelos apoiadores do presidente.
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O presidente Jair Bolsonaro gravou um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Um dia após as manifestações a favor do chefe do Executivo, o grupo ainda realiza protestos e bloqueou total ou parcialmente rodovias em pelo menos 14 estados. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação "atrapalha a economia" e "prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres".

Fotos: Reprodução
O grupo se mobilizou em apoio ao governo nos atos de 7 de setembro, que tiveram caráter antidemocrático — havia uma série de faixas e cartazes defendendo o fechamento do Congresso, a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma intervenção militar, todas pautas sem previsão da constitucional. Muitos caminhões foram vistos em Brasília e, na véspera do ato, veículos furaram o bloqueio na Esplanada dos Ministérios e invadiram o local.
— Bloqueios atrapalham a economia, provocam desabastecimento, inflação, prejudicam todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque, se possível, para liberar (as rodovias). Pra gente seguir a normalidade (...) Não é fácil conversar por aqui (em Brasília) com outras autoridades, mas a gente vai fazer nossa parte e buscar uma solução para isso — diz o presidente na gravação.

A autenticidade do áudio foi confirmada pelo ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que gravou gravou um vídeo na noite desta quarta-feira repetindo os apelos ao grupo de caminhoneiros que bloqueiam as estradas.
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— Essa paralisação vai agravar efeitos na economia, inflação, vai impactar os mais pobres e mais vulneráveis. Nós já temos hoje um efeito sobre o preço dos produtos, em função da pandemia, e uma paralisação vai trazer desabastecimento (...) A gente sabe que há uma preocupação de todos com a melhoria da situação do país, com a resolução de problemas graves, mas não podemos tentar resolver um problema criando outro. Peço a todos que ouçam as palavras do presidente — finalizou Freita
Fonte: Extra
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