14 de Abril de 2026

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- 30/03/2022

Anvisa aprova uso emergencial do Paxlovid, antiviral da Pfizer contra a Covid

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Foto: Reprodução

Foto mostra fabricação de comprimido da Pfizer contra a Covid-19 em Freiburg, na Alemanha, em 16 de novembro de 2021.

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (30) o uso emergencial do medicamento Paxlovid para Covid-19.

 

A agência recebeu o pedido de uso do antiviral fabricado pela Pfizer no dia 15 de fevereiro mas somente agora a decisão de liberação foi tomada, durante reunião da Diretoria Colegiada do órgão.

 

Diversos órgãos de saúde internacionais já haviam aprovado o uso do medicamento desde o ano passado, como a FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, e as agências regulatórias do Reino Unido e da União Europeia.

 

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Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a incorporação de medicamentos de ponta contra a Covid no sistema público de saúde, como esse da Pfizer, é importante porque esses remédios possuem uma alta eficácia em prevenir hospitalizações pela doença e são "um elemento fundamental" junto com as vacinas, na redução da morbimortalidade pela Covid.

 

Hoje, durante um evento em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que um dos pontos determinantes para que seja decretado o fim da "emergência em saúde pública" no Brasil é justamente o acesso a medicamentos eficazes contra a Covid-19 na fase inicial.

 

Como funciona e quem pode tomar?


O medicamento é indicado para adultos que tenham testado positivo para a Covid-19 (que não requerem oxigênio suplementar) e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalização ou morte.

 

O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir.

 

O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS. Os dois atuam em conjunto bloqueando uma enzima que o vírus precisa para se replicar no corpo.

 

Estudos indicam que a droga reduz em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos vulneráveis.

 

Limitações de uso

 

Covid-19: Anvisa aprova uso emergencial de remédio antiviral da Pfizer

 

O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.

 

De acordo com a decisão da Anvisa, o Paxlovid não está autorizado para início de tratamento em pacientes que ?requerem hospitalização devido a manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus.? ?

 

A Agência também esclarece que o medicamento não está autorizado para uso por mais de cinco dias. Além disso, como não há dados do uso do Paxlovid em mulheres grávidas, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o referido medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do?tratamento.? ?

 

"É importante esclarecer ainda que o Paxlovid não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, uma vez que a dose para essa população ainda não foi estabelecida", disse a Anvisa, em nota.


É eficaz contra ômicron?

 

Pfizer envia pedido para uso emergencial de medicação contra a Covid-19 no  Brasil

Fotos: Reprodução

 

Dados iniciais sugerem que Paxlovid é SIM eficaz contra a variante ômicron. Três estudos divulgados pela Pfizer indicam que o medicamento mantém sua atividade antiviral contra variantes do novo coronavírus, incluindo a ômicron.

 

Para Kawano Dourado, pneumologista, pesquisadora do Instituto de Pesquisa do HCOR e integrante do grupo de desenvolvimento de diretrizes em Covid da OMS, de fato, não é esperado que antivirais como esse da Pfizer percam sua eficácia frente a variantes do novo coronavírus devido ao mecanismo de ação dessas drogas, o que não acontece com os tratamentos monoclonais, vários perderam eficácia frente a ômicron.

 

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"É preciso entender que a Covid é um alvo em movimento e se a pessoa fica esperando a certeza absoluta (e não a suficiente apenas para a tomada de decisão) o que acontece é que se perde a oportunidade de se beneficiar de tratamentos", ressalta a especialista.

 

Fonte: Portal G1

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