Ela foi integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo
Amelinha Teles, teve uma corajosa atuação de resistência durante a ditadura militar e, nos anos pós-redemocratização, pelo resgate da memória e da verdade sobre os desaparecidos e mortos políticos.
Ela foi integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo - Rubens Paiva e da Comissão da Memória e da Verdade da Prefeitura de São Paulo (CMV). Nascida em Contagem, Minas Gerais, desde muito jovem se envolveu na militância. Foi presa em 1964 e 1972.
Nesse segundo momento, permaneceu 10 meses enclausurada, passou pelo DOI-Codi/SP e foi submetida a sessões de tortura na frente dos filhos, Edson e Janaína, com 4 e 5 anos na época. Foi torturada pelo major do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, contra quem moveu uma ação declaratória e que o tornou o primeiro agente reconhecido como torturador em 2008. Durante os anos de ditadura integrou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
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Foto: Reprodução/Google
Sempre se afirmou enquanto mulher feminista e fez parte do Jornal Brasil Mulher. Chegou a se manifestar sobre o papel das mulheres na luta contra o autoritarismo do Estado.
“A tortura, a prisão e o tratamento dos militares em relação a nós ensinaram o quanto a gente era importante. Os militares tinham muito medo de nós, achavam que éramos muitas – e nem éramos tantas assim. Eles não entendiam como muitas mulheres podiam participar da luta armada.”
Fonte: com informações G1
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