A plataforma já conta com quase 200 artistas cadastrados e passa agora a incorporar novas formas de localização e diálogo com o território
A Amazônia pulsa em muitas vozes, cores, sons e formas. Para tornar visível essa diversidade criativa e sensível, o Atlas Cultural das Amazônias abriu inscrições para artistas de toda a Amazônia Legal. A iniciativa integra a Concertação pela Amazônia e propõe uma nova fase de fortalecimento da presença artística nos territórios da região, a partir de um mapeamento colaborativo e dinâmico.
A plataforma já conta com quase 200 artistas cadastrados e passa agora a incorporar novas formas de localização e diálogo com o território, por meio das chamadas quatro Amazônias: Preservada, Em Transição, Convertida e Urbana. A categorização permite que o público encontre os artistas não apenas por linguagem (como música, dança, fotografia, teatro, etc.), mas também pela relação entre sua obra e as realidades ambientais e sociais da região.
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Segundo Fernanda Rennó, gestora da frente de Cultura da Concertação e integrante do Núcleo de Governança, o Atlas parte da premissa de que a cultura é essencial para o (re)conhecimento da Amazônia. “A arte é uma aliada essencial para enxergar as muitas Amazônias. Não como algo distante, mas como território vivo, que pulsa e nos convida a (re)conhecê-lo por meio das expressões de quem o habita”, afirma.
Essa nova fase do Atlas amplia sua potência ao incluir também a possibilidade de vincular as obras artísticas aos 12 temas estruturantes definidos pela Concertação: Biodiversidade, Bioeconomia, Cidades, Ciência, Tecnologia & Inovação, Cultura, Educação, Energia, Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCTs), Saúde, Segurança, Sistemas Agroalimentares e Ordenamento Territorial e Regularização Fundiária.
Marcela Bonfim e o olhar sobre a Amazônia Negra

Fotos: Reprodução
Para reforçar essa escuta ampliada, a premiada fotógrafa Marcela Bonfim — radicada em Porto Velho (RO) desde 2010 — contribuirá com a pesquisa e integração de novos nomes ao Atlas. Criadora do projeto “(Re)conhecendo a Amazônia Negra”, Marcela destaca que o objetivo não é curadoria, mas composição: “É uma construção entre o técnico e o sensível, com base na ciência e na arte.”
Ela reforça que a plataforma oferece visibilidade e oportunidades de conexão: “O artista da Amazônia só precisa de um rastro de luz. Se tiver esse holofote, ele corre atrás do resto.” A fotógrafa também lembra da importância de respeitar e pedir licença ao território: “(Re)conhecer é isso: reconhecer o que já existe, respeitar o que pulsa e abrir espaço para quem já está aqui.”
Os artistas cadastrados no Atlas poderão ser convidados para exposições, festivais, conteúdos e outras ações promovidas pela Concertação. Um dos marcos dessa nova fase será a participação na COP30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). O Atlas será apresentado no espaço oficial da Concertação, conectando a arte amazônica ao debate global sobre clima e sustentabilidade.
Segundo Fernanda Rennó, “a proposta não é selecionar ou classificar, mas integrar. Cada inscrição amplia a capacidade de percepção da rede e nos ajuda a enxergar as Amazônias por meio da arte”.
Inscrições abertas:
O cadastro no Atlas Cultural das Amazônias é simples, gratuito e horizontal. Qualquer artista da Amazônia Legal pode se inscrever — sem necessidade de validação externa ou indicação prévia. A plataforma reconhece as múltiplas formas de expressão que brotam da região, sejam elas populares, contemporâneas, tradicionais, urbanas ou híbridas.
Para se cadastrar no Atlas Cultural das Amazônias, acesse:
https://concertacaoamazonia.com.br/atlas-cultural
Mais informações sobre a Concertação pela Amazônia:
https://concertacaoamazonia.com.br/
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