Morando há dez anos na ?cidade luz?, arquiteta Sammya Cury empreendeu no mercado de turismo
Foi durante uma de suas viagens a Paris (FRA) com a intenção de aprender francês e a História da Arte que a arquiteta amazonense Sammya Cury, 47, teve seu destino transformado ao tomar a decisão de se mudar definitivamente para a “Cidade Luz”, na Europa.
Com uma vida e o seu nome no mercado de arquitetura já consolidados na capital amazonense, ela resolveu deixar tudo para trás ao conhecer e se casar com o francês Hervé Garaud, nascido em Lourdes, cidade localizada na região dos Pireneus, na França. A mudança para outro país não gerou apenas o casamento, mas também apresentou a oportunidade de trabalhar em uma nova área.
Hoje, a amazonense atua como guia conferencista, profissão autorizada pelo governo francês, mediante apresentação do diploma de guide conférencier (guia conferencista), documento exigido no continente europeu para exercer a função e poder guiar dentro dos museus.
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“Eu vim em busca de qualificação. Não tinha a intenção de permanecer de forma definitiva. Mas acabei conhecendo meu marido pela internet, quando ele estava fazendo um curso de AutoCAD no mesmo prédio que eu em Paris. Deu ‘match’, nos casamos e estou aqui há dez anos”, conta.
Segundo Sammya, logo ao chegar em Paris, o desejo de exercer a arquitetura como ofício foi grande. No entanto, os entraves burocráticos para a validação do seu diploma de arquiteta emitido no Brasil exigiam um tempo médio de três anos para a conclusão de um mestrado.
Tempo que ela não tinha disponível em função da necessidade de trabalhar para se sustentar e ajudar sua família em Manaus. “Logo desisti e comecei rapidamente a trabalhar como guia acompanhante. Montei minha empresa e depois entrei na universidade para ser guia conferencista e, já por ser arquiteta, tudo foi bem mais tranquilo, pois já conhecia muito de história da arte e do patrimônio francês. Me formei e hoje amo minha nova profissão que abracei com muito carinho”, relata a amazonense.
Sucesso
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A aposta na nova profissão deu tão certo que a amazonense não foi apenas autorizada pelo governo francês para guiar nos museus da França, mas em toda a Europa, guiando turistas na Itália, Inglaterra, Holanda, Espanha, Portugal, Suíça, Bélgica e Marrocos. “Hoje expandi a ‘Simplesmente Paris’, minha empresa, e criei a ‘Simplesmente Europa’ e a ‘Simplesmente Marrocos’, país que amo de coração”, comenta entusiasmada. De acordo com a guia-empresária, a adaptação de atuar em uma área diferente da sua formação inicial e em um país estrangeiro não foi tão complicada.
“Fui professora no curso de arquitetura. E isso acabou me ajudando na profissão de guia, pois você acaba sendo uma professora. Só que agora meus alunos são meus clientes. E eu, sinceramente, amo de paixão. Abracei com muito amor a história da Europa e, principalmente, a da França”, disse, frisando que seu trabalho envolve pesquisa, brincadeiras e muita simpatia. “Sou focada, claro, nas fofocas e nos assuntos picantes. Também porque amo fazer meus clientes rirem, esse é meu maior presente”, cita a guia brasileira.
Desafios
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Fotos: Reprodução/Google
Para ela, o seu maior desafio enquanto imigrante foi o “mau humor” dos franceses e o idioma logo ao chegar no país. A arquiteta que virou guia conta que, mesmo amando o que faz, todos os dias são sempre desafiadores. “Cursei um ano de francês na Aliança Francesa. Ao todo, foram 9h de aula por dia. Me dediquei ao máximo a aprender o idioma e isso me serviu muito”, analisa.
Sammya diz que o que sente mais falta no Brasil ainda, e sempre será a família, os amigos e a natureza. Por outro lado, ela afirma que a França compensa com sua arquitetura, segurança e estabilidade, o champanhe e sua história. “Amo meu país, mas sinto falta das nossas comidas. Do nosso rio Negro, da nossa cultura que inclui as festas, casamentos, do brigadeiro, do tacacá e muitas outras coisas. Já a França é um país de oportunidades.
Desde que você esteja legalizada, saiba falar bem o idioma e tenha estudado. Sem esses fatores, com certeza a pessoa terá um subemprego, pois os franceses não dão oportunidade. Primeiro eles, depois eles e depois eles de novo. Eu desbravei a França com minha autoconfiança e consegui montar minha empresa e trabalho para mim mesma e hoje para as grandes agências de turismo”, destaca.
Fonte: com informações Acrítica
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