20 de Abril de 2026

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- 10/01/2022

Amazonas volta a ter restrições da Covid em janeiro, mas está longe do caos de 2021: 'Vacinação está mudando esse cenário'; Diz Infectologista

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Foto: Reprodução

Avanço da variante ômicron fez estado limitar, mais uma vez, número de pessoas em eventos particulares. Cruzeiros e festas de rua no Carnaval também estão suspensos.

O Amazonas voltou a endurecer restrições por conta da pandemia da Covid-19 neste mês de janeiro. Grandes eventos foram suspensos, além de blocos carnavalescos e até cruzeiros. As medidas visam barrar o avanço da variante ômicron no estado, registros de coinfecção de coronavírus e H3N2 e um aumento de casos das doenças.

 

No entanto, apesar dos números voltarem a subir neste começo de ano, os patamares estão longe daqueles vividos em janeiro do ano passado - veja dados abaixo.

 

Na época, o Amazonas enfrentou um caos na Saúde com a segunda onda da Covid-19. Foi registrado recorde de casos, internações e mortes, falta de oxigênio nos hospitais e até foi preciso transferir pacientes para outros estado, com a superlotação no sistema local.

 

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Até este sábado (8), mais de 13,8 mil pessoas morreram com Covid no Amazonas desde o começo da pandemia.

 

O infectologista Nelson Barbosa informou que a vacinação é a grande responsável pela mudança no cenário da pandemia.

 

"A vacinação está mudando todo esse cenário. É claro que existe o perigo dessa nova variante, a ômicron, chegar e aumentar a demanda de pacientes procurando as unidades de saúde. Mas o que nós estamos percebendo é que quem tomou as duas doses e a dose de reforço tem uma resposta muito boa para ela, faz um quadro leve a moderado. O perigo são pessoas quem tem alguma comorbidade, que podem evoluir para o óbito", alertou.


 

Em números gerais, de 1º a 7 de janeiro de 2021, o Amazonas registrou 7.785 casos da doença, 1.183 internações e 162 óbitos em decorrência da doença.

 

Agora em 2022, no mesmo período, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) tem a notificação de 1.145 casos, 52 internações e 8 óbitos.

 

Apesar dos números ainda não se igualarem a janeiro de 2021, eles acenderam um alerta nos órgãos de controle da pandemia.

 

Para o infectologista, para que os índices continuem relativamente baixos, é preciso incentivar a vacinação da população. Segundo o vacinômetro da FVS, apenas 54% do estado está totalmente imunizado contra a Covid.

 

"Para que continuemos com esses números, que não estão tão baixos, mas longe de janeiro do ano passado, temos que incentivar a vacinação e manter as medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, uso do álcool e o distanciamento social. Com isso conseguiremos evitar uma maior proliferação não apenas da Covid, como também do H3N2".

 

Em nota, a FVS também atribuiu a mudança de cenário à introdução da vacina contra a Covid-19, associada às medidas não farmacológicas como o uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento entre as pessoas. Para a diretora-presidente da fundação Tatyana Amorim, apesar de não serem obrigatórias, as vacinas são fundamentais para o controle do cenário pandêmico: "São estratégias integradas [...] que visam evitar um novo colapso com explosão de casos graves e óbitos pela doença. A vacina não é obrigatória, mas é o nosso principal instrumento de controle da Pandemia da Covid-19".

 

Vacinação de crianças

 

Barbosa alertou ainda sobre a necessidade da imunização das crianças. Para ele, é preciso dar um basta nas fake news que mais atrapalham do que ajudam no processo.

 

"Nós perdemos muito com o atraso na vacinação das crianças. 30 países já estão imunizando e o Brasil ficou para trás. Só aqui [no Brasil] tivemos mais de 2.500 óbitos na faixa etária de 5 a 18 anos. De 5 a 11 anos tivemos 311 [óbitos] e a nossa autoridade maior diz que isso não é nada", lamentou.

 

De acordo com o levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, somente a capital Manaus tem 305 mil crianças, de 5 a 11 anos, aptas para receber o imunizante.

 

A vacinação dessa nova faixa etária, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve começar assim que as vacinas forem entregues pelo Ministério da Saúde.

 

Restrições de eventos

 

Fotos: Reprodução

 

Nessa sexta-feira (7), o prefeito de Manaus, David Almeida, mandou suspender festas e blocos de rua. A decisão levou em conta o cenário de pandemia, casos de dupla infecção de Covid e influenza e o registro da variante ômicron, da Covid-19, na cidade.

 

Logo em seguida, o governador Wilson Lima também assinou um decreto que suspende a realização de grandes eventos no Amazonas, e limita o público máximo de 200 pessoas. A medida de prevenção à disseminação da Covid-19 vale a partir deste sábado (8), por tempo indeterminado.

 

Para o infectologista, as medidas vieram um pouco atrasadas, mas mesmo assim devem ajudar a frear um novo avanço da doença no estado. "Essa medida devia ter sido adotada em dezembro quando começou a subir o número de casos e com a ameaça da nova variante. É de muito bom tom".

 

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Ele também alertou sobre a necessidade de incentivar a vacinação antes que o estado possa a ter uma nova piora considerável da pandemia: "Cada pessoa não vacinada pode ser um campo para o coronavírus criar uma nova variante e talvez a próxima [variante] pode vir mais letal".

 

Fonte: G1
 

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