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Mulher na Política - 30/01/2023

Alemanha promete doar R$ 1,1 bilhão para ações ambientais nos cem primeiros dias do governo Lula

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Foto: Reprodução/Estadão

Marina Silva diz que recursos também serão usados em projetos emergenciais, como os voltados para o povo Yanomami.

O governo alemão anunciou nesta segunda-feira, 30, um pacote de medidas que poderão ser implementadas nos primeiros cem dias do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no valor de cerca de 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão), para ações na área ambiental e também para os povos indígenas, incluindo os Yanomami. A cifra foi anunciada em entrevista coletiva conjunta entre a ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, e ministra da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze.

 

Alemanha e Noruega são os principais doadores do Fundo Amazônia, programa de proteção florestal que foi paralisado durante a gestão Jair Bolsonaro (PL) e agora é retomado no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mais de R$ 3 bilhões ficaram parados, desde 2019, por conflitos entre os países europeus e a gestão anterior.

 

Para agora, a Alemanha vai colocar à disposição 31 milhões de euros (R$ 171 milhões) de empréstimos entre o KfW, o BNDES alemão, e o Ministério do Meio Ambiente. Este valor será destinado aos Estados da Amazônia para ações para maior proteção florestal.

 

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Há previsão também de 80 milhões de euros (R$ 443 milhões), por meio de crédito com juros mais baixos para o Banco do Brasil, por meio do KfW. Estes recursos serão destinados a agricultores para que possam reflorestar suas terras. O apoio a um fundo garantidor de eficiência energética para pequenas e médias empresas, no valor de 29,5 milhões de euros (R$ 163 milhões) ao BNDES, também está previsto. A quantia deve ser empregada para investimentos privados em eficiência energética.

 

Faz parte dos pouco mais de 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) um projeto de consultoria para fomento de energias renováveis na indústria e no setor de transportes. O objetivo é auxiliar na descarbonização dessas áreas, no valor de 5,37 milhões de euros (R$ 29,7 milhões) para a consultoria a ser prestada pela GIZ com o MMA.

 

 

Estão previstos ainda 13,1 milhões de euros (R$ 72,6 milhões) de empréstimo do KfW para apoio de pequenos agricultores em ações de reflorestamento.

 

Por fim, há cerca de 9 milhões de euros (R$ 49,9 milhões) que serão voltados a cadeias de abastecimento sustentáveis. Neste caso, são dois projetos da GIZ com o Ministério da Agricultura e também uma contribuição multilateral ao IFAD. Do total, já tinham sido anunciados 35 milhões de euros (R$ 194 milhões) para o Fundo Amazônia. O Fundo é um projeto de referência para a política florestal brasileira, também por meio de financiamento do KfW.

 

''Confiamos na ministra Marina e no presidente Lula para que o Brasil tenha condições de

diminuir o desmatamento e apresentar projetos sustentáveis''.

 

Ministra Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da

Alemanha, Svenja Schulze. (Fotos: Reprodução)


“Agradeço muito esta parceria histórica”, comemorou Marina. De acordo com ela, os recursos também poderão ser destinados ao Ministério dos Povos Indígenas e para outros projetos que estão sendo prospectados. “Sobretudo vão para ações diretas ao combate ao desmatamento, queimadas e, principalmente, projetos para termos alternativas, como a agricultura sustentável. O Brasil não pode ser penalizado pelos que fazem errado”, afirmou.

 
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Marina admitiu que o Brasil está em um momento difícil, com aumento do desmatamento e de queimadas. “É um quadro terrível o que está assolando os indígenas. Temos a possibilidade de reverter a situação, diminuindo a desigualdade, mas com democracia”, disse ela. Segundo a ministra, a verba pode ajudar nas questões de saúde e também segurança, como na retirada dos garimpeiros da área.

 

“Confiamos na ministra Marina e no presidente Lula para que o Brasil tenha condições de diminuir o desmatamento e apresentar projetos sustentáveis”, disse a ministra alemã.

 

Fonte: Com informações do Estadão 

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