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Mulher em pauta - 28/06/2025

Além de Greta Thunberg, quem são mulheres ativistas em navio interceptado por Israel

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Foto: Reprodução/Google

Yasemin Acar, Greta Thunberg e Rima Hassan: as ativistas mulheres à bordo da Flotilha da Liberdade, navio que levava ajuda humanitária à Gaza e que foi interceptado por Israel

No começo do mês na noite do domingo, 8, a marinha do Estado de Israel interceptou um navio com 12 ativistas que buscavam levar ajuda humanitária À Gaza. Chamado de Flotilha da Liberdade, o barco Madleen buscava furar o bloqueio de Israel que impede a chegada de alimentos, medicamentos e água. O barco foi interceptado em uma águas internacionais (ou seja, que não têm domínio político de Israel).

 

Estão entre os integrantes da missão a sueca Greta Thunberg, importante ativista pelo clima e direitos humanos. Também estão o ativista brasileiro Thiago Ávila e o ator irlandês Liam Cunningham, conhecido por seu trabalho na série Game of Thrones. O Madleen saiu em direção à Gaza em 1º de junho, Os ativistas tentaram furar o bloqueio em maio à bordo do navio Conscience, mas o barco foi atingido por dois drones próximo à costa de Malta. .

 

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia afirmado que interceptaria o barco, impedindo que chegasse à Faixa de Gaza. Ele usou seu perfil no X para parabenizar as ações e que instruiu as Forças a "mostrar aos passageiros da flotilha o vídeo dos horrores do massacre de 7 de outubro quando eles chegassem ao porto de Ashdod". A seguir, veja quem são as ativistas mulheres que estavam à bordo da Flotilha da Liberdade.

 

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Rima Hassan

 

 

Hassan tem 33 anos e é deputada do Parlamento Europeu. Ela é a primeira deputada franco-palestina a ocupar o pleito, e faz parte do partido de esquerda França Insubmissa (LFI, na sigla em francês). Ela é neta de palestinos que buscaram refúgio durante a Nakba (nome dado à expulsão dos palestinos e desapropriação de terras), em 1948.

 

A deputada cresceu em um campo de refugiados de Neirab, localizado nos subúrbios de Alepo. Emigrou para Niort, no oeste da França, aos 10 anos e conquistou a nacionalidade francesa aos 18. Hassan é especialista em direito internacional, e ganhou notoriedade em 2024 justamente pela posição ativa e vocal em que condena a guerra em Gaza e os ataques cometidos por Israel. Também fez isso em forma de manifestação pessoal, ao usar um keffiyeh (o lenço palestino) nos ombros.

 

Seu mestrado em direito internacional, realizado na Universidade Sorbonne, teve como tema "o apertheid realizado na África do Sul e em Israel". Antes de ocupar o Parlamento Europeu, fundou, em 2019, o Observatório de Campos de Refugiados. A organização estuda as condições de vida de refugiados em campos no mundo todo. Em 2022, tornou-se relatora do Tribunal Nacional de Asilo (CNDA), e, em 2023, uniu-se ao Conselho Consultivo de Diversidade, Equidade e Inclusão da empresa de cosméticos L'Oréal -- mas foi retirada por sua postura contra Israel.

 

Hassan já teceu duras críticas contra o Estado de Israel, se referindo a ele como "entidade colonial fascista que mente diariamente", acusando-o ainda de "monstruosidade sem nome". Por este motivo, ela vem recebendo críticas por sua postura pró-Palestina e rotulada como "antissemita". Ela chegou a ser investigada por "apologia ao terrorismo".

 

Yasemin Acar

 

 

Nascida na Alemanha, Acar tem 37 anos, é filha de pais turcos e é ativista desde os 15 anos. Suas principais causas são os refugiados, direitos humanos e contra o racismo propagado por campanhas anti-islamismo.

 

Seu trabalho com diversas organizações teve como principal ponto alto alocar pessoas refugiadas na Alemanha. Ela também trabalhou para acolher refugiados ucranianos, junto de 15 mil voluntários mobilizados por ela. Foi neste período que criou a Berlim Arrival Support (Suporte de Chegada a Berlim, em tradução livre). Acar também passou a pressionar o Senado de Berlim a criar formas de lidar com a crise migratória.

 

A defesa à população palestina faz parte de sua postura há anos. Em Berlim, Acar mobilizou diversas manifestações e ações pró-Palestina.

 

"Não paramos e não planejamos parar, a não ser que as Forças Israelenses vierem e nos façam parar. E se Israel quiser fazer qualquer coisa com um navio civil, carregando ajuda humanitária, uma missão não violenta, então isto se somará à longa lista de seus crimes de guerra", disse no último vídeo que divulgou antes da Flotilha ser interceptada.

 

Greta Thunberg

 

 

Com 22 anos, a ativista ganhou notoriedade aos 15 anos, quando deixou de frequentar a escola na Suécia para se manifestar por justiça climática em seu país. Foi assim que, depois de ondas de calor e incêndios, ela passou a protestar em frente ao parlamento sueco às sextas-feiras durante o horário escolar, pedindo para que o país cumprisse o Acordo de Paris e reduzisse as emissões de carbono.

 

A maneira de protesto de Greta passou a ser realizada em outros países, como Dinamarca, Holanda e Austrália. Foi neste momento que Greta conquistou atenção mundial, como as COPs da ONU, e passou a ser considerada uma forte figura do ativismo pelo clima, participando de uma série de eventos da agenda mundial para pressionar governantes em busca de ações para equilibrar as mudanças climáticas e parar a degradação ambiental.

 

Um de seus discursos mais conhecidos foi feito em 2019 na sede da ONU, em Nova York. "Vocês roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias. E eu ainda sou uma das sortudas. Pessoas estão sofrendo. Pessoas estão morrendo. Ecossistemas inteiros estão colapsando. Estamos no começo de uma extinção em massa, e tudo o que vocês falam é sobre dinheiro e contos de fadas de crescimento econômico eterno. Como ousam!", afirmou.

 

De postura combatente, Thunberg foi presa em 2023 ao protestar contra a demolição de uma vila em Lutzerath, na Alemanha, para a construção de uma mina de carvão. Desde 2024, vem condenando publicamente os ataques de Israel em Gaza e a tentativa de outros países de "silenciar" manifestações pró-Palestina.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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Ao embarcar na Flotilha da Liberdade, em 1º de junho, Thunberg afirmou que também buscava levar conscientização internacional sobre a crise humanitária em Gaza. “Estamos fazendo isso porque, não importa as probabilidades que enfrentamos, temos que continuar tentando”, disse antes de embarcar.

 

Fonte: com informações da Marie Claire
 

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