Adriana, que desde 2017 integra a lista dos 51 negros mais influentes do planeta, pelo Most Influential People of African Descent
“O que minha bisavó e tantas mulheres negras faziam — e fazem até hoje — é dar conta da vida por meio de uma atitude empreendedora”, diz Adriana Barbosa. E ela segue esse caminho.
Adriana, que desde 2017 integra a lista dos 51 negros mais influentes do planeta, pelo Most Influential People of African Descent (Mipad), órgão que reconhece pessoas que mudam o mundo, lidera a Pretahub, aceleradora voltada para o empreendedorismo negro. “Cresci vendo minha bisavó criando formas de gerar receita, vendendo coxinhas e marmitex ou abrindo a porta de casa para torná-la um restaurante de comida caseira”, lembra.
Foi mais ou menos assim que, lá em 2002, nasceu a Feira Preta, evento de empreendedorismo negro considerado o maior da América Latina e que hoje faz parte da Pretahub ao lado de outros projetos, como o Conversando a Gente se Aprende e o Festival Pretas Potências. Ao todo, as iniciativas da aceleradora já impactaram mais de 350.000 pessoas e movimentaram cerca de 4 milhões de reais. Só a Feira Preta atraiu, em 2019, cerca de 35.000 pessoas e contou com 170 empreendedores de dez estados brasileiros, além de países africanos e da América Latina.
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O empreendimento começou quando Adriana estava desempregada, no começo dos anos 2000. Na época, a solução foi vender as próprias roupas em feiras e mercados alternativos para gerar dinheiro enquanto procurava outro trabalho. E foi após um arrastão em que perdeu toda a mercadoria que surgiu a ideia de criar um evento para dar mais visibilidade a projetos criativos e negócios tocados por negros, com pouquíssima representatividade. “Ao longo dos últimos anos, a feira teve muito sucesso, mas cheguei a quebrar em 2016. O caminho é assim, cheio de altos e baixos”, afirma Adriana.
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Fotos: Reprodução/Google
Segundo ela, apesar de ter sido um momento difícil e de reconstrução pessoal e profissional, a quase falência foi importante para o negócio chegar ao patamar atual. “Estávamos baseados em um modelo antigo. A geração havia mudado e precisávamos acompanhar.”
Fonte: com informações Uol
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