Com mais de uma década de experiência como apresentadora e produtora de rádio, Adelle Onyango fundou a plataforma de mídia
Adelle Onyango, uma proeminente comunicadora e ativista social do Quênia, na série #ForAllWomenAndGirls, que celebra o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. A iniciativa visa impulsionar ações em prol dos direitos das mulheres e meninas em todo o mundo.
Com mais de uma década de experiência como apresentadora e produtora de rádio, Adelle Onyango fundou a plataforma de mídia “Legally Clueless Africa”, dedicada a amplificar histórias africanas e promover intervenções de bem-estar. Ela acredita que a narrativa é uma ferramenta poderosa para abordar questões sociais complexas, como a violência de gênero, de maneira a gerar empatia e mudança.
Onyango destaca a sub-representação de mulheres na mídia e nos negócios como um desafio significativo. Ela compartilha experiências pessoais de subestimação devido à sua idade e gênero, além de ter enfrentado assédio sexual por parte de homens em posições de poder. Dados do Quênia corroboram esses desafios: mulheres representam cerca de 35% da força de trabalho na indústria midiática, mas ocupam apenas 20% dos cargos editoriais seniores. Além disso, um relatório de 2024 da Associação de Mulheres na Mídia do Quênia revelou que aproximadamente 60% dos profissionais de mídia, predominantemente mulheres, relataram ter sofrido assédio sexual durante suas carreiras.
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Como sobrevivente de estupro, Onyango defende a implementação de leis mais rigorosas e um melhor suporte para sobreviventes de violência no Quênia. Ela aponta lacunas persistentes no acesso à justiça e o surgimento de novas formas de violência, como a violência facilitada por tecnologia, enfatizando a necessidade de sistemas que apoiem efetivamente os sobreviventes.
A Declaração de Pequim: Um Marco e um Trabalho Inacabado

Fotos: Reprodução/Google
Onyango conheceu a Declaração de Pequim através de sua mãe durante a infância. Ela vê o acordo de 1995 como um marco que elevou o conceito de “os direitos das mulheres são direitos humanos”. No entanto, reconhece que muitos dos problemas que a declaração buscava abordar, como oportunidades iguais para mulheres e violência de gênero, ainda persistem hoje, juntamente com novas formas de violência que emergem e não são rapidamente reconhecidas ou criminalizadas pelas leis ao redor do mundo.
Onyango expressa otimismo e inspiração para continuar avançando, acreditando que a maioria das pessoas é boa. Ela deseja agência, dignidade e segurança para todas as mulheres e meninas, reconhecendo o impacto revolucionário que esses elementos tiveram em sua própria vida. Ela acredita que a sociedade como um todo seria melhor se todas as mulheres e meninas tivessem esses três elementos vitais.
Portal Mulher Amazônica e Ela Podcast reforçam que o mundo não pode esperar mais 30 anos para cumprir a promessa da igualdade de gênero. Hoje, estamos mais fortes, unidos, diversos e determinados a nos tornarmos a primeira geração a alcançar a igualdade de gênero.
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