30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Mulher em pauta - 05/12/2025

A 'verdadeira criadora' do rock: Sister Rosetta Tharpe

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

A guitarra elétrica pesada, a batida dançante e a mistura de espiritualidade com ritmo urbano foram a fórmula que mais tarde definiria o rock.

Desde os primórdios da música popular, uma mulher rebelde e visionária apareceu empunhando uma guitarra elétrica — e mudou tudo. Sister Rosetta Tharpe — nascida em 1915, nos Estados Unidos — não era apenas uma cantora gospel comum: ela fundou o que hoje conhecemos como rock. Suas performances de “gospel com guitarra elétrica” nos anos 1930 e 1940 entraram em choque com os padrões da igreja, mas foi o estopim para a revolução que gerou Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard e companhia.

 

A “descoberta” de um som revolucionário

 


Em 1938, Tharpe gravou “Rock Me”, considerada por muitos como a primeira canção com a cara do rock e alma do gospel. A guitarra elétrica pesada, a batida dançante e a mistura de espiritualidade com ritmo urbano foram a fórmula que mais tarde definiria o rock.

 

Veja também 

 

Brasileira se torna a primeira mulher a presidir o Programa Hidrológico da Unesco

Curso de Defesa Pessoal Feminina reunirá 180 alunas na Zona Leste de Manaus

 

Seu sucesso explodiu de verdade em 1944/1945, com o single Strange Things Happening Every Day. Essa faixa — com guitarra elétrica, piano e bateria — teria sido o primeiro disco de rock da história, alcançando as paradas de “race records” (precursor do R&B). A partir daí, o rock nasceria oficialmente. Sua guitarra distorcida, batidas intensas e vocais apaixonadas estabeleceram o modelo de performance energética, o showmanship e o espírito rebelde que vão definir o rock nas décadas seguintes.

 

A trajetória de Tharpe foi marcada por injustiças históricas:

 

Fotos: Reprodução/Google

 


• Por ser mulher e negra, sua contribuição foi subestimada — a história tradicional do rock preferiu dar proeminência a homens brancos.
• Ao misturar música sacra com ritmo secular, ela abalou convenções religiosas conservadoras, o que gerou desaprovação e apagamento de seu papel pioneiro.
• Só em 2018 — mais de 40 anos após sua morte — ela foi oficialmente reconhecida pelo Rock and Roll Hall of Fame como influência inicial do rock.

 

Embora não tenha sido devidamente celebrada em sua época, a influência de Sister Rosetta reverbera até hoje. Muitos dos ícones do rock e do R&B citam sua guitarra crua, seu ritmo envolvente e sua ousadia como inspiração. Sua música provou que o rock poderia nascer da fé, da dor, da energia e da mistura de culturas — e não apenas de clubes, rebeldia adolescente ou marketing.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 
 

Por que ainda tão poucas pessoas a conhecem?

 


As origens do rock foram atribuídas a figuras posteriores, geralmente homens brancos, apagando vozes pioneiras como a de Tharpe. A mistura de gospel + blues + elétrica gerou resistência no seu tempo — tanto por motivos raciais quanto religiosos — o que ajudou a marginalizar sua contribuição. Gênero, raça e preconceito histórico conspiraram para manter seu nome fora dos livros e dos holofotes por décadas.
 

 

Portal Mulher Amazônica

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.