O primeiro avanço significativo veio com a participação no programa Inova Amazônia, iniciativa que incentiva negócios de impacto.
A trajetória de Kevelyn Sbravati, amazônida de origem humilde, ganhou destaque pela combinação singular entre superação pessoal, formação científica e empreendedorismo de impacto socioambiental.
Filha de um comerciante de sucata e reciclagem, Kevelyn cresceu observando o esforço diário do pai para transformar materiais descartados em sustento. A morte precoce dele marcou profundamente sua juventude e se tornou um dos pilares de sua força emocional. Ao lado da mãe, professora que conciliava a educação com a atuação como nutricionista, aprendeu disciplina, resiliência e a importância de seguir adiante mesmo diante das adversidades.
Com foco nos estudos, ingressou na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde concluiu o curso de Engenharia Química. Apesar da formação, enfrentou um cenário de escassez de oportunidades no período pós-pandemia, dificuldade que afetou grande parte dos recém-formados na região.
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Foi nesse intervalo que Kevelyn voltou os olhos para a própria origem. Em seu quarto, começou a desenvolver formulações artesanais inspiradas na biodiversidade amazônica, unindo conhecimento acadêmico, referências ancestrais e práticas sustentáveis. Desse processo nasceu a Brava Amazônia, marca de cosméticos veganos produzidos com matérias-primas da floresta.
O primeiro avanço significativo veio com a participação no programa Inova Amazônia, iniciativa que incentiva negócios de impacto. Kevelyn foi uma das vencedoras e recebeu um prêmio que possibilitou o desenvolvimento industrial da linha de produtos, em parceria com o SEBRAE Amazonas. A marca passou a operar com embalagens ecológicas e foco em formulações sustentáveis. Apesar do avanço tecnológico, a empresária ainda enfrentava o desafio da visibilidade, obstáculo recorrente para empreendedores da região Norte.

Em busca de ampliar sua presença no mercado, Kevelyn ingressou no reality A Bordo 2025, da TV A Crítica apresentando por Isabelle Nogueira. Logo no primeiro episódio enfrentou um episódio decisivo. Ao aplaudir o desempenho de uma competidora, teve sua reação interpretada como ironia e recebeu uma penalidade: enquanto os demais participantes carregavam 20 quilos, ela foi obrigada a levar o dobro.
A exigência física extrema levou ao colapso. Kevelyn caiu no con
vés do iate, exausta, em uma cena que repercutiu nas redes sociais e gerou comoção. O momento, no entanto, não foi lido como fraqueza: o público enxergou a representação de uma mulher que carrega, há anos, batalhas invisíveis e que não abdica da honestidade.
A Brava, como chamam seus seguidores foi para a primeira boia do reality ?aonde é decidido quem permanece e quem sai do jogo. Kevelyn permanece como a mais votada para ficar.
A exposição no reality reacendeu a discussão sobre os desafios enfrentados por empreendedores amazônicos e evidenciou a trajetória de Kevelyn, que hoje desponta como uma das vozes emergentes do ecossistema de inovação na região.

Com uma história que atravessa perdas, fé, formação científica e raízes profundas na floresta, Kevelyn Sbravati se consolida como símbolo de uma Amazônia que resiste, cria e se reinventa. Sua jornada, assim como sua marca, continua em expansão movida pela força de quem nasceu para transformar.
O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast acompanham a trajetória de Kevelyn Sbravati com admiração e reconhecimento. Sua história marcada por coragem, inovação e profundo compromisso com a floresta, representa a força de milhares de mulheres amazônidas que transformam desafios em motores de mudança.

Fotos: Divulgação
Ao celebrar sua jornada, as duas plataformas reforçam seu papel de visibilizar narrativas femininas que inspiram, mobilizam e ampliam o protagonismo da mulher na região. Kevelyn não apenas constrói uma marca, mas também abre caminhos para que outras mulheres da Amazônia se enxerguem como protagonistas de suas próprias revoluções.
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