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Ciência e Tecnologia - 06/11/2025

A ciência confirma: as mãos humanas são fontes de cura. Veja o que diz estudo

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Foto: Reprodução/Google

Pesquisa realizada pelo Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Há uma afirmação intrigante que vem ganhando espaço nos campos da investigação científica e das práticas integrativas: as mãos humanas — por meio da técnica da imposição de mãos — podem atuar como canais de energia sutil que influenciam tanto o corpo quanto a mente.

 

Pesquisa realizada pelo Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — conduzida pelo pesquisador Ricardo Monezi Julião de Oliveira — sugere que, em determinadas condições, essas práticas podem contribuir para a melhora de aspectos físicos, imunológicos e emocionais.

 

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O estudo: resumo e principais achados

 

 

 

O interesse nasceu em 2000, quando Ricardo Monezi decidiu investigar cientificamente os efeitos da técnica de imposição de mãos — ele próprio tinha vivenciado benefícios pessoais com práticas como o Reiki em período de depressão na adolescência.

 

O primeiro estudo (mestrado) foi realizado na USP, na Faculdade de Medicina, com camundongos. Seu título: “Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos”.

 

Metodologia e resultados com animais

 

 


No experimento foram utilizados camundongos machos. O tratamento consistiu em aplicação da técnica de imposição de mãos, e os efeitos dos sistemas hematológico (sangue) e imunológico foram avaliados. Foram observadas alterações significativas nos animais que receberam a técnica:

 


• Diminuição do número de plaquetas.
• Aumento de monócitos (células do sistema imunológico).
• Aumento da atividade citotóxica das células não aderentes (atividades NK e LAK) — ou seja, as células de defesa estavam mais eficazes no “atacar” células-alvo (como células tumorais).
• Os grupos controle / placebo não apresentaram as mesmas alterações. Isso sugere que o efeito não era apenas “fantasia” ou mero efeito ambiente.

 

Resultados com humanos

 

 

 


• Em doutorado pela Unifesp: tese intitulada “Efeitos da prática do Reiki sobre aspectos psicofisiológicos e de qualidade de vida de idosos com sintomas de estresse: estudo placebo e randomizado”.
• O estudo envolveu idosos com estresse crônico ou sintomas de estresse. Os resultados apontaram:
• Redução de sintomas de estresse, ansiedade e depressão.
• Sensação de bem-estar, serenidade, relaxamento.
• Alterações fisiológicas como aumento da temperatura periférica, relaxamento muscular, e alterações neurofisiológicas (como registros de eletromiografia ou condutância elétrica da pele) que sugerem efeito real (não apenas autorrelato).

 

O que essas descobertas significam?

 


A pesquisa reforça que a cura ou o bem-estar não se limita apenas ao corpo físico ou aos medicamentos, mas pode envolver dimensões emocionais, energéticas, espirituais. Isso ressoa com práticas integrativas e complementares. Comunicação que traduz ciência e espiritualidade: O grande desafio é justamente comunicar bem: não reduzir a técnica a “milagre” nem a descartar por preconceito. Há necessidade de linguagem clara, ética, transparente — conectar o conhecimento técnico (como o estudo da USP/Unifesp) à vivência e à cultura local.

 

Importante lembrar que a ciência, apesar dos resultados, não aponta que essa técnica substitua tratamentos médicos convencionais, nem que seja “cura garantida” para todas as condições. Existem desafios metodológicos e cautelas éticas. Mesmo com resultados interessantes, há vários pontos que merecem ser destacados para dar transparência ao tema:

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

• Algumas manchetes exageram — afirmando “energia das mãos cura câncer” ou “tudo resolvido”. Um portal de verificação, E?Farsas, avaliou esse tema e concluiu que não há comprovação de que a técnica cure todo tipo de doença.
• O campo das terapias energéticas ainda enfrenta obstáculos: variabilidade de metodologia (grupo placebo, cegamento, medição de “energia sutil”), dificuldade de replicar resultados, mecanismos biológicos não totalmente esclarecidos.
• Mesmo o estudo com humanos foi restrito em número de participantes e em duração: quando se trata de adoção ampla ou integração ao sistema de saúde, são necessárias mais investigações, ensaios maiores, estudos de longo prazo.
• A comunicação ética sobre práticas integrativas exige que se deixe claro: essas práticas complementam e não substituem tratamento médico convencional. O próprio pesquisador Ricardo Monezi afirma isso.

 

A ideia de que “as mãos humanas são fontes de cura” não é apenas uma metáfora poética — existe hoje uma base científica emergente que sugere que práticas de imposição de mãos (como o Reiki ou o passe) provocam efeitos mensuráveis, tanto em animais quanto em seres humanos. No entanto, é preciso avançar com cautela, comunicação clara e ética, respeito científico e reconhecimento da complexidade humana.

 

Fontes acadêmicas e institucionais: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Entrevista e detalhamento da pesquisa sobre Johrei e imposição de mãos
Repositório da USP – Tese de Doutorado de Ricardo Monezi (USP/Unifesp):

 
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Fontes jornalísticas e de divulgação científica: BBC Brasil – “A ciência por trás da energia das mãos: o que estudos revelam sobre terapias energéticas”

G1 / Bem Estar – “Pesquisas da USP e Unifesp apontam benefícios da imposição de mãos na saúde mental”
Revista Galileu (Globo) – “Cientista brasileiro estuda a energia vital das mãos e seus efeitos sobre o corpo humano”
Folha de S. Paulo – “Ciência começa a reconhecer efeitos de práticas espirituais sobre o corpo humano”
 

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