O Brasil que lê pouco também compreende pouco. E quem não entende o que lê, não participa plenamente da vida pública, da política ou da economia.
Três em cada dez brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. Isso significa que mais de 50 milhões de pessoas no país conseguem identificar palavras soltas, frases curtas ou números simples, mas enfrentam dificuldades para interpretar textos ou realizar operações matemáticas básicas.
O dado alarmante é do mais recente Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), e mostra uma triste estagnação: desde 2018, não houve avanço. O Brasil parou.
A pesquisa também escancara desigualdades históricas e estruturais. Entre os mais velhos, mais da metade é analfabeta funcional. O recorte racial é ainda mais desigual: apenas 19% de amarelos e indígenas são considerados plenamente alfabetizados, em contraste com 41% dos brancos.
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Foto: Reprodução/Google
Um dado que se destaca positivamente é a diferença de gênero: mulheres apresentam melhores índices que homens. E os jovens têm os melhores resultados, reflexo de políticas públicas educacionais das últimas décadas que, nesse aspecto, surtiram efeito.
Mas a pergunta persiste: por que paramos?
O Brasil que lê pouco também compreende pouco. E quem não entende o que lê, não participa plenamente da vida pública, da política ou da economia. Um país com quase 30% de sua população adulta funcionalmente analfabeta encontra enormes barreiras para se desenvolver. Educação é base, é ponte, é futuro. Sem ela, permanecemos presos a ciclos de exclusão, desigualdade e estagnação.
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