Preços praticamente idênticos em todos os postos de Manaus levantam suspeitas de um possível conluio no mercado de combustíveis.
Um levantamento alarmante acaba de expor o que muitos motoristas de Manaus já suspeitavam: os preços dos combustíveis na cidade estão praticamente congelados, sem variação entre bandeiras e postos. O estudo, realizado pela Perspectiva Mercado e Opinião, sugere uma realidade preocupante: a suposta concorrência entre os postos pode ser apenas uma ilusão, reforçando as suspeitas de um esquema de controle de preços que pesa diretamente no bolso dos consumidores.
A pesquisa, conduzida no dia 28 de fevereiro de 2025, analisou os valores em 245 postos espalhados pela cidade. Os resultados são chocantes: a gasolina comum apresenta uma média de R$ 7,29, com mínimas variações, enquanto o etanol e o diesel também seguem um padrão de preços praticamente idêntico. Isso significa que, independente da bandeira – seja Atem, Shell, Equador, Petrobras ou Ipiranga –, os consumidores pagam praticamente o mesmo valor, sem margem para economia.
E mais: gráficos de dispersão apontam que a maioria dos estabelecimentos opera em uma faixa extremamente estreita de preços, algo que especialistas consideram atípico para um mercado que deveria ser competitivo. Em um cenário normal, os postos disputariam clientes com promoções e descontos, o que claramente não ocorre na capital amazonense.
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5 grandes redes dominam o mercado de combustíveis em Manaus, mantendo preços praticamente
idênticos. Concorrência real ou jogo de cartas marcadas? (Foto: Reprodução/Google)
A concentração de mercado também reforça as suspeitas. Apenas cinco grandes redes controlam 95% dos postos, enquanto pequenas marcas representam uma minoria irrelevante. O resultado? O consumidor fica sem escolha e refém de um mercado que parece operar em sintonia perfeita – e suspeita.
O relatório não faz acusações diretas sobre um possível cartel, já que isso exige uma investigação formal por órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). No entanto, ele acende um alerta vermelho sobre a necessidade urgente de fiscalização. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) já está investigando possíveis aumentos abusivos e pode usar os dados desse levantamento como munição para aprofundar as apurações.
Enquanto isso, os motoristas de Manaus continuam pagando um preço alto por um sistema que, para muitos, tem cheiro de conluio. Será que as autoridades vão agir para desmontar essa aparente 'máfia dos combustíveis', ou os consumidores seguirão reféns desse jogo de cartas marcadas? A resposta pode definir o futuro do mercado de combustíveis na capital.
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