Zorma Sateré-Mawé chora durante o velório do neto, a quem considerava como filho, Melquisedeque Santos do Vale, 20
“Meu filho tinha um sonho de se formar em administração”, disse à CENARIUM, muito emocionada, Zorma Sateré-Mawé, a avó do indígena Melquisedeque Santos do Vale, 20, que morreu em um assalto, na noite de quinta-feira, 16, em Manaus.
Durante o velório do neto, que considerava como filho, nesta sexta-feira, 17, desesperada e inconsolável, ela relembrou os últimos momentos com o ‘filho do coração’ ainda em vida.
“Meu filho antes de morrer disse que ia fazer uma surpresa para mim. Porque tinha acabado de receber, no trabalho, um panetone e um peru, mas ele não conseguiu chegar em casa. Queremos justiça. As autoridades precisam investigar, o meu filho é mais uma vítima da violência que se instalou na cidade grande”, relatou a mãe do jovem que pertencia à etnia Sateré-Mawé.
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Natural de Manaquiri, distante 165 quilômetros de Manaus, Melquisedeque se mudou para a capital em busca de um futuro melhor. No momento do crime, ele estava no coletivo da linha 444, após sair da loja de departamento onde trabalhava como Jovem Aprendiz.
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O ônibus fazia o trajeto até o Centro da capital, mas foi desviado durante o assalto para avenida Santos Dumont, bairro Tarumã, zona Oeste da capital. O jovem voltava para casa com um panetone, que tinha acabado de ganhar no trabalho, e com o qual iria fazer uma surpresa para a mãe.
Protestos
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O jovem morava com a família e amigos na Associação de Mulheres Sateré-Mawé, no bairro Compensa, zona Oeste, onde ocorreu uma manifestação durante o velório, pedindo que a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) dê uma resposta rápida ao crime. Aos gritos de “não à impunidade”, os familiares do jovem pediram justiça.
O corpo do jovem de 20 anos está sendo velado em uma igreja evangélica no bairro Compensa. O enterro será no município de Manaquiri.
Investigações
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Fotos: Reprodução
Na manhã desta sexta-feira (17), a Polícia Civil informou que o crime foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) como latrocínio, mas será encaminhado à Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), que irá conduzir as investigações. Mais informações não foram repassadas para não comprometer a investigação.
Fonte: Revista Cenarium
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