06 de Maio de 2026

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Política - 14/12/2024

Polícia Federal prende o general Walter Braga Netto; ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro

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Foto: Reprodução

PF prende Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro

A Polícia Federal prendeu, neste sábado (14/12), o general de Exército da reserva Walter Braga Netto em razão das investigações no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do governo legitimamente eleito em 2022. O militar foi ministro da Defesa e da Casa Civil do governo anterior e candidato a vice na chapa derrotada na última eleição presidencial.

 

A Polícia Federal informou que o mandado de prisão preventiva, além de outros dois de busca e apreensão e uma cautelar diversa da prisão ocorreu contra “indivíduos que estariam atrapalhando a livre produção de provas durante a instrução processual penal”.

 

“As medidas judiciais têm como objetivo evitar a reiteração das ações ilícitas”, afirma a nota da Polícia Federal.

 

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Motivo da prisão é que o ex-ministro da Defesa estaria obstruindo investigações

de tentativa de golpe por apoiadores do governo anterior

 

As medidas foram cumpridas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), com o apoio do Exército Brasileiro.

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a prisão a pedido da Polícia Federal após parecer favorável da Procuradoria Geral da República. O ministro também autorizou busca e apreensão em relação a ele e ao coronel Flávio Botelho Peregrino, assessor do general.

 

 

De acordo com o STF, ambos são suspeitos de envolvimento em tentativa de golpe de Estado e de obstrução de Justiça por tentar atrapalhar as investigações sobre o episódio.

 

Em nota, o Supremo detalha que a Polícia Federal apontou “fortes e robustos elementos de prova” que demonstram a participação ativa do general Braga Netto na tentativa de pressão aos comandantes das Forças Armadas para aderirem à tentativa de golpe.

 

 

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Segundo a Polícia Federal, o general também teria atuado para obter informações sobre a delação premiada de Mauro Cid e na obtenção e entrega de recursos financeiros para execução de monitoramento de alvos e planejamento de sequestros e, possivelmente, homicídios de autoridades.

 

Fotos: Reprodução Google

 

Ao analisar pedido da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes apontou que as investigações da operação Contragolpe e depoimentos do colaborador Mauro Cid “revelaram a gravíssima participação de Walter Souza Braga Netto nos fatos investigados, em verdadeiro papel de liderança, organização e financiamento, além de demostrar relevantes indícios de que o representado atuou, reiteradamente, para embaraçar as investigações”. 

 

Fonte: Agência Gov / Com Agência Brasil, Polícia Federal e STF

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