07 de Maio de 2026

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Diversidade - 02/08/2024

'Não é homem', afirma comitê olímpico sobre boxeadora atacada com comentários transfóbicos

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Foto: Reprodução Google

O caso se tornou uma polêmica mundial depois que a lutadora argelina Imane Khelif derrotou a italiana Angela Carini em um combate na quinta-feira, 1°, e passou a ser atacada nas redes sociais

O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que está acompanhando o caso das duas pugilistas acusadas de competir indevidamente nos Jogos Olímpicos por não atenderem aos critérios de gênero da federação internacional de boxe. O COI condenou a “guerra cultural” em torno do caso. O caso se tornou uma polêmica mundial depois que a lutadora argelina Imane Khelif derrotou a italiana Angela Carini em um combate na quinta-feira, 1°, e passou a ser atacada nas redes sociais.

 

“Estamos em contato, desde ontem, em termos de proteção“, disse Mark Adams, diretor de comunicação do COI, respondendo à Folha, sem especificar como essa proteção ocorre na prática. “É um caso bastante sério“, prosseguiu. “Está acontecendo muito abuso online, e abuso muito desinformado. Estamos em contato bem de perto com os atletas e seus estafes.“

 

Mark Adams acrescentou que, após os Jogos de Paris, é provável que ocorra um debate sobre a adoção de uma norma geral para os critérios de gênero nos esportes olímpicos. Não deu, porém, detalhes do que poderão ser essas normas. “Se um dia houver um consenso, seremos os primeiros a aplicá-lo.“

 

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Khelif e a taiwanesa Lin Yu-ting haviam sido banidas em 2023 pela Associação Internacional de Boxe (IBA) após “testes de laboratório” para avaliar o gênero de ambas. No entanto, o COI não reconhece a autoridade da IBA e organiza por conta própria o torneio olímpico de boxe. Assim, decidiu ignorar a decisão da associação e adotar como critério simplesmente o gênero que consta no passaporte delas, ou seja, o feminino.

 

A despeito de não haver informações detalhadas do resultado dos testes feitos pela IBA, personalidades como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o senador brasileiro Sergio Moro, a escritora britânica J.K. Rowling e o bilionário sul-africano Elon Musk atacaram Khelif nas redes sociais

 

 

Para os críticos, o COI permitiu que “homens” enfrentem mulheres no boxe olímpico. O COI reafirmou que Khelif não é homem nem trans. “A boxeadora argelina nasceu mulher, foi registrada como mulher, viveu sua vida como mulher, lutou boxe como mulher, tem registro de mulher no passaporte. Não é um caso de transgênero. Cientificamente, não é um homem lutando contra mulheres“, declarou.

 

Lin Yu-ting estreia nesta sexta-feira, 2, no torneio olímpico, categoria 57 kg, contra a uzbeque Sitora Turdibekova, às 15h30 de Paris (10h30 de Brasília). Khelif enfrenta a húngara Anna Luca Hamori no sábado, 3, pelas quartas de final da categoria 66 kg.

 

Desistência da italiana

 

 

Após a luta, a italiana Carini justificou sua desistência. “Não podia continuar. Meu nariz doía muito e eu disse: ‘Parem’. Era melhor não continuar“, afirmou. “Poderia ter sido a luta da minha vida, mas naquele momento eu também tinha que proteger minha vida“.

 

“Sempre lutei contra homens, treino com meu irmão, mas hoje senti muita dor“, afirmou Carini, sobre a potência dos golpes recebidos.

 

A próxima luta de Khelif será no sábado, por volta do meio-dia, contra a húngara Anna Luca Hamori, pelas quartas da categoria até 66 kg.

 

“SÃO MENTIRAS”

 

Fotos: Reprodução Google

 

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Na quinta-feira, Khelif foi recebida no Paris Arena Norte com aplausos de muitos fãs da Argélia, que agitavam suas bandeiras nacionais. Horas antes, o Comitê Olímpico Argelino (COA) saiu em defesa de sua boxeadora, garantindo que ela é vítima de “mentiras” e “ataques antiéticos”.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium 

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