01 de Maio de 2026

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Economia - 09/10/2025

'Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira', diz Lula ao anunciar investimentos na Bahia

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Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR

Cerimônia destacou projetos da Petrobras, retomada de atividades do Estaleiro Enseada e investimento de R$ 611,7 milhões do Governo do Brasil para a construção de balsas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira, 9/10, de evento em Maragogipe (BA) que celebrou a retomada de investimentos bilionários na indústria naval do estado. O anúncio marcou o retorno das atividades do Estaleiro Enseada, a contratação de embarcações para controle de vazamentos em alto mar pela Petrobras, a retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e um investimento do Ministério de Portos e Aeroportos em novas embarcações.

 

“É a segunda vez que eu volto à Presidência da República para dizer que é preciso retomar a indústria naval brasileira. E também voltei para dizer que a Petrobras é mais do que uma empresa de petróleo, é uma empresa de energia. Já tentaram desmontá-la muitas vezes, quando não conseguiram privatizar a Petrobras, eles foram desmontando e vendendo pedaços da empresa. E eu estou convencido que a Petrobras ainda não deu tudo o que ela tem que dar ao povo brasileiro”, ressaltou o presidente.

 

Lula exaltou o retorno das atividades do estaleiro, lembrando que a paralisação gerou dificuldades para a população da região. E destacou a geração de emprego e renda viabilizada por esse e outros projetos detalhados durante o evento. “Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira. Esse país é muito poderoso. Esse país tem um povo extraordinário e o que a gente tem que fazer é tentar extrair do povo aquilo que ele tem de bom”, disse Lula.

 

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RETORNO

 

 

“A retomada da indústria naval é um marco histórico, fruto da lei da depreciação acelerada, que o presidente assinou e permitiu esses investimentos. Essa lei reduziu o prazo para que as empresas possam abater o custo de navios construídos no país de 20 para apenas dois anos”, declarou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. “O incentivo destravou o potencial de emprego de 44 mil vagas e R$ 23 bilhões em investimentos na renovação da frota naval. Para ter direito a esse benefício, nós aprovamos, no Conselho Nacional de Política Energética, resoluções que exigem índices mínimos de contratação de bens e de serviços de empresas nacionais”, completou.


EMBARCAÇÕES

 

Foto: Reprodução/Google

 

A Petrobras anunciou o contrato de afretamento de seis novas embarcações do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel), especializadas em atividades de controle de vazamentos em alto-mar. A previsão é de quatro anos para a construção e 12 anos de operação em cada contrato. O evento marcou também o retorno das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Bahia, prevista para ocorrer até o final de 2025. Ao todo serão investidos mais R$ 2,6 bilhões no estado, por meio desses dois projetos, com geração de 5,4 mil empregos diretos e indiretos.

 

FERTILIZANTES

 

 

A Petrobras concluiu em setembro a licitação para contratação de serviços de operação e manutenção das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (Fafen-BA e Fafen-SE), o que permite o reinício das atividades das duas plantas. A reativação é vista como estratégica para o agronegócio nacional. No momento, está em curso o processo de desmobilização, encerramento do contrato de arrendamento anterior e a mobilização de recursos para a retomada da operação. O retorno à operação ocorrerá até o fim de 2025, possibilitando produção de amônia, ureia perolada e ARLA-32, utilizando contrato que ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias, na Bahia. Na Fafen Bahia, o investimento é de R$ 38 milhões e a estimativa é de que sejam gerados 750 empregos diretos.

 

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“Com a ANSA [Araucária Nitrogenados S.A., no Paraná] e as duas Fafens produzindo a plena carga, nós vamos ser capazes de fornecer 20% de todo o fertilizante nitrogenado que o Brasil consome e que hoje é importado. Parece pouco, mas não é. Vai estar tudo na praça a partir de janeiro do ano que vem”, detalhou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.


Fonte: Com informações Agência Gov 

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