03 de Maio de 2026

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Eleições 2026 - 27/08/2025

#CICLO DE FORÇA II: As Mulheres e as eleições de 2026

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Foto: Fotomontagem Portal Mulher Amazônica

Quebrar Barreiras: O papel da Mulher na Política

Por Maria Santana Souza - O que esperar das eleições do ano que vem?

 

Não podemos esperar. Temos que "esperançar", pois esperança a gente constrói com luta, coragem e inteligência.

 

Em 2026, o Brasil elegerá novos representantes para as casas legislativas, para os governos dos estados e para presidência da república. São eleições gerais, com grande peso nas tomadas de decisões para os quatro anos seguintes.

 

Nós, mulheres, temos enormes desafios.

 

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Primeiro, não podemos aceitar ser "laranja" no processo de definição das candidaturas nos partidos políticos. A cota de 30% de participação feminina precisa ser cumprida e respeitada. Os partidos têm que apoiar e viabilizar as candidaturas, com recursos do fundo eleitoral e garantia de tempo na mídia.

 

Já temos que enfrentar a sobrecarga de trabalho doméstico e isso precisa ser levado em consideração no apoio às nossas candidatas. O machismo costuma nos assediar e excluir, mas não podemos nos curvar. Somos a maioria do eleitorado e não vamos admitir a violência política de gênero.

 

 

Dilma Rousseff (à dir.), 1ª presidente do Brasil; Ellen Gracie (meio) 1ª mulher a

integrar o STF; Eunice Michiles (à esq.), 1ª senadora eleita do país
 

Garantindo uma participação com equidade, precisamos construir um programa de luta que faça o enfrentamento à violência como a comprovada na pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

 

21,4 milhões de brasileiras, com 16 anos ou mais, sofreram algum tipo de violência por serem mulheres. Isto nos últimos 12 meses (o relatório do FBSP foi publicado em março deste ano).

 

  

Uma em cada 10 mulheres relatou ter sofrido abuso sexual. Em 40% dos casos, os responsáveis foram maridos, companheiros ou namorados. A maioria dessas mulheres eram negras.

 

O Amazonas registrou em 2024 mais de 600 casos de violência contra a mulher, incluídos aí os feminicídios, ficando em terceiro lugar no Brasil, uma triste e revoltante classificação, segundo o boletim "Elas Vivem: um caminho de luta", elaborado pela Rede de Observatórios da Segurança e publicado em março deste ano.

 

 

 

O mais alarmante desses números é que 84% das vítimas tinham de 0 a 17 anos.

 

 

 

O dispositivo Ligue 180 contabilizou em 2024, no Amazonas, 16.451 atendimentos, um aumento de 17% em referência ao ano anterior. O ambiente da agressão é, na maioria das vezes, a casa da vítima e o agressor, seu marido, companheiro ou namorado. Mulheres pardas e negras são as mais violentadas e agredidas.

 

Esse cenário tenebroso exige uma posição dos candidatos a cargos eletivos no nosso estado. Deputados, senadores e candidatos ao governo precisam ter em seus programas propostas de enfrentamento a essa realidade. Não basta querer os votos femininos, é preciso abordar o problema e apresentar soluções.

 

 

Fotos: Divulgação

 

As candidatas mulheres devem usar o palanque, principalmente o eletrônico, para escancarar esses números alarmantes e pedir providências. Devem mostrar que o machismo não pode e não deve continuar vitimando as mulheres, sem que haja uma ação dura do estado.

 

Os espaços que as mulheres conquistarem no legislativo e no executivo serão trincheiras de combate ao feminicídio e a todo tipo de violência de gênero. É por isso que lutaremos.

 

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Maria Santana Souza é empresária, jornalista, formada em Direito, começou sua carreira como editora geral do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.

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