04 de Maio de 2026

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Geral - 18/05/2025

Bebês reborn geram polêmicas e até disputa judicial por guarda compartilhada

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Foto: Reprodução/Google

Fenômeno dos bebês reborn desperta afetos intensos, impulsiona debates psicológicos e chega aos tribunais com pedidos inusitados de guarda e divisão de bens digitais.

Nas últimas semanas, os bebês reborn — bonecas hiper-realistas que imitam com perfeição recém-nascidos — têm ocupado um espaço crescente nas redes sociais e, surpreendentemente, até nos tribunais. O fenômeno, que inicialmente parecia restrito ao universo do colecionismo ou da terapia emocional, agora movimenta influenciadores, psicólogos e até advogados.

 

Bonecas reborn são tratadas por muitos donos como filhos de verdade. Gracyanne Barbosa já assumiu publicamente seu apego ao seu reborn, enquanto usuários comuns compartilham o dia a dia das "crianças" em perfis nas redes sociais. Em uma declaração nas redes, Gracyanne chegou a afirmar: “Benício me trouxe felicidade.”

 

Por trás da aparência inofensiva das bonecas, no entanto, há questões emocionais profundas sendo discutidas. A psicóloga Luiza Monteiro afirma que os reborns podem ser usados como ferramenta terapêutica, auxiliando em processos como o luto, ansiedade ou o desenvolvimento da empatia. “O acompanhamento psicológico é essencial para garantir que o apego a esses objetos não prejudique o bem-estar emocional e social do indivíduo”, alerta a especialista.


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A discussão sobre o limite entre o lúdico e o patológico ganhou ainda mais força após o relato de uma advogada que atendeu uma mulher querendo entrar na Justiça para definir a guarda de sua bebê reborn. Segundo a advogada Suzana Ferreira, a cliente desejava dividir não apenas a custódia da boneca com a ex-parceira, mas também os custos e a administração de um perfil monetizado da reborn nas redes sociais.

 

“Ela me disse que o apego era tão grande que outra boneca não resolveria. Queria dias alternados de convivência e divisão de despesas com a ‘filha reborn’. Além disso, as redes sociais da boneca estavam gerando lucro com publicidade”, relatou a advogada, que demonstrou preocupação com o impacto desse tipo de demanda no Judiciário. “Essas são questões reais que mexem com nossa profissão”, concluiu.

 

 

Foto: Reprodução

 

O caso levanta uma questão complexa: até que ponto o vínculo emocional com um objeto pode interferir na vida real e nas instituições? A psicóloga Monteiro pontua que, embora o uso dos bebês reborn possa ser benéfico em determinados contextos, há um risco quando a substituição de vínculos humanos por objetos se torna mais do que simbólica.

 

Com a crescente digitalização da vida e o aumento da solidão, especialmente entre jovens e adultos isolados pelas interações superficiais das redes, os reborns têm se tornado válvulas de escape emocional. Contudo, especialistas alertam que o uso dessas bonecas deve ser feito com cautela e acompanhamento profissional.


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Seja como forma de terapia, expressão afetiva ou até ativo digital, os bebês reborn já são uma realidade complexa da sociedade contemporânea — que ultrapassa os limites da ficção e desafia o entendimento tradicional sobre família, cuidado e afeto.

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