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Geral - 18/03/2022

'Atacou a primeira pessoa que viu pela frente', diz delegado sobre homem que matou engenheiro a facadas. VEJA VÍDEO

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Foto: Reprodução

O homem foi assassinado na noite da última sexta-feira (11).

A Polícia Civil informou que o assassinato do engenheiro Gabriel da Silva Leite, de 34 anos, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, não teve uma motivação. O criminoso, identificado como Willian Ferraz do Carmo, de 26 anos, escolheu a vítima de forma aleatória após descer do Morro do Salgueiro, também na Zona Norte, na semana passada. Ainda segundo a polícia, após o crime, o suspeito seguiu caminho pela Conde de Bonfim, ele teria pego a faca novamente ao se aproximar de outro pedestre, mas desistiu e guardou a arma.

 

— Ele desceu o Morro do Salgueiro e seguiu pela Conde de Bonfim e atacou a primeira pessoa que viu pela frente. Não houve roubo, ele não levou nenhum pertence. É um crime que nos provocou estranheza, pois foi aleatório — disse o delegado Cassiano Cortes.

 

Em um primeiro depoimento, William disse que não conhecia a vítima e que não tinha motivo. Ele saiu de casa, no Morro do Salgueiro, por volta de 1h e retornou para casa às 6h. A polícia encontrou imagens do criminoso caminhando por outras ruas da Tijuca até que tomasse o caminho de volta para casa.

 

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— Ele saiu apenas com a intenção de matar e atacou a primeira pessoa com quem teve contato. Nas demais imagens reconstituímos o caminho e vemos que ele andou por diversas ruas da Tijuca. Chegamos até o endereço após uma apuração do Disque-Denúncia, que depois indicou a localização dele em Ramos também — completou Cortes.

 

O suspeito segue preso na Delegacia de Homicídios, onde será ouvido mais uma vez nesta sexta-feira. Preso preventivamente, ele deve passar por audiência de custódia na próxima segunda-feira. De acordo com o depoimentos de familiares, William, que não possui antecedentes criminais, era descrito como um rapaz calmo.

 

Willian Ferraz do Carmo, de 26, foi preso por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) em uma casa em Ramos Foto: Reprodução

Willian Ferraz do Carmo, de 26, foi preso por agentes da Delegacia de Homicídios

da Capital (DHC) em uma casa em Ramos

 

— Chama atenção até pela brutalidade em uma ação sem motivos. Nós analisamos horas e horas de imagem e não encontramos nenhum desentendimento, sequer conversa entre eles. Nenhuma das testemunhas relata algum tipo de comportamente agressivo por parte do William. Então é um crime que nos causa espanto e estranheza pela falta de motivação e a brutalidade tão grande do ataque — finalizou o delegado.

 

Na quinta-feira, dezenas de parentes e amigos do engenheiro se reuniram na Igreja Santo Afonso, na Tijuca, para a missa de sétimo dia em homenagem a ele.

 

Familiares e amigos descreveram Gabriel como uma pessoa boa, feliz, tranquila

e comunicativa (Fotos: Reprodução)

Para Felipe Maginário, amigo de Gabriel há 30 anos, o crime não teve motivação. Ele reforçou que não houve discussão antes do assassinato e que Gabriel não tinha inimizades.

 

— Gabriel era maravilhoso. Um cara tranquilo, não criava problema com ninguém. Não teve discussão nenhuma antes dele ser apunhalado pelas costas. Ninguém discute e sai andando tranquilo na rua. O crime foi pavoroso, as imagens não saem da minha cabeça — afirmou, emocionado.

 

Vídeos de câmeras de segurança mostram o criminoso com uma faca se aproximando da vítima na calçada, à 1h35m do dia 11, atacando pelas costas e, em seguida, já na pista de carros, desferindo pelo menos outros seis golpes e cortando o pescoço do engenheiro. Nenhum pertence foi levado.

 

 

"Isso não foi um assalto, o cara atacou ele daquele jeito, matou a sangue frio e saiu como se nada tivesse acontecido. Muito triste! Meu Deus… Que horror!", postou um amigo de Gabriel, em sua página no Facebook. "Era um cara super do bem, um querido! Que triste, que partida brutal, que a família esteja acolhida nesse momento", postou outra amiga.

 

De acordo com o inquérito, Gabriel descera do apartamento onde morava com a família para comprar cigarros em um bar, pouco antes do crime. Nos vídeos, o bandido, que estava com bermuda e camisa pretas, não parece tentar buscar nenhum pertence do engenheiro, que vestia bermuda, camiseta branca e chinelos. Policiais do Grupo Especial de Local de Crime (GELC) da especializada realizaram a perícia onde se deu a morte.

 

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O corpo de Gabriel foi enterrado, no último domingo, dia 13, no Cemitério Jardim da Saudade, em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

 

Fonte: Portal Extra.Online

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