07 de Maio de 2026

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Internacional - 03/08/2024

'A violência não vai derrubar a verdade', diz líder da oposição venezuelana em manifestação

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Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

María Corina Machado discursou durante protestos contra a vitória de Maduro neste sábado, 03. CNE declarou o presidente vencedor do pleito. Oposição contesta o resultado e diz que Edmundo González venceu a eleição.

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, fez um discurso impactante durante as manifestações deste sábado, 3, contra o resultado das eleições que declararam Maduro como vitorioso. "A violência não vai derrubar a verdade", afirmou Corina, pedindo que a população adotasse uma postura diferente do governo de Maduro, que segundo ela, usa "a violência como último recurso". Os opositores acreditam que o verdadeiro vencedor das eleições foi o candidato Edmundo González. 

 

Corina, em um apelo por protestos pacíficos, declarou: "Nós não agrediremos". Ela destacou que o atual presidente não esperava a reação massiva da população contra o resultado divulgado. "Como sempre, eles são capazes de qualquer coisa, mas nunca contaram com essa nossa reação, nunca imaginaram essa nossa coragem", disse.

 

Duas manifestações ocorreram simultaneamente em Caracas: uma em apoio e outra contra o presidente. Corina, acompanhada de líderes oposicionistas, chegou ao local em um caminhão. O candidato Edmundo González Urrutia, no entanto, não estava presente. Ambos, Corina e González, estão sob ameaça de prisão, e até este sábado, ela estava escondida, temendo por sua vida, conforme relatado pelo "The Wall Street Journal".

 

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Maduro declarou na quarta-feira, 31, que Corina Machado e Edmundo González "têm que estar atrás das grades" e os chamou de "covardes" por não se apresentarem ao Ministério Público. Ele prometeu que "a Justiça vai chegar" para eles.

 

Enquanto a líder discursava, a população gritava: "Não temos medo". Corina lembrou que, embora as eleições tenham ocorrido há seis dias, o órgão eleitoral venezuelano ainda não entregou as atas de votação, solicitadas pela oposição e por outros países, incluindo o Brasil. "O regime nunca esteve tão frágil como hoje, nós temos a legitimidade e o mundo está vendo isso", afirmou.

 

Ela reconheceu que o reconhecimento de uma vitória seria difícil e alegou que os dados que apontam a perda de Maduro são "oficiais e originais". Corina pediu ainda que os fiscais eleitorais resistissem, reconhecendo a grande pressão enfrentada pelos funcionários do governo.

 

Em seu discurso, Corina reforçou a necessidade de união: "Eu quero que todos estejam juntos, alguns já estão se somando ao movimento. Vamos fazer isso juntos como nação".

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Nicolás Maduro foi declarado vencedor das eleições de 28 de julho pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira, 29. Maduro foi reeleito com 51,95% dos votos, enquanto Edmundo González obteve 43,18%, com 96,87% das urnas apuradas, segundo o CNE.

 

A oposição e a comunidade internacional contestam o resultado e pedem a divulgação das atas eleitorais. Segundo contagem paralela da oposição, González venceu Maduro com 67% dos votos, contra 30% de Maduro. Países como Estados Unidos, Panamá, Costa Rica, Peru, Argentina e Uruguai declararam que González foi o vencedor.

 

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também não reconheceu o resultado, afirmando que houve distorção nos resultados por parte do governo Maduro, que aplicou "seu esquema repressivo" para "distorcer completamente o resultado eleitoral".

 

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Brasil, Colômbia e México pediram a divulgação das atas eleitorais e a resolução do impasse eleitoral na Venezuela por "vias institucionais", respeitando a "soberania popular" com "apuração imparcial". O Brasil já havia solicitado que o CNE apresentasse as atas eleitorais, boletins das urnas.

 

Fonte: com informações do g1

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