No meu capítulo, falo sobre Comunicação e Responsabilidade Social, analisando como podemos transformar as redes sociais em ferramentas reais de enfrentamento à violência de gênero aqui na Amazônia
Por Maria Santana Souza - A democratização do conhecimento e a quebra de barreiras geográficas ganham um novo e robusto capítulo na produção intelectual do Norte do país. O lançamento da coletânea multidisciplinar que reúne juristas, jornalistas e cientistas da nossa região coloca a comunicação no centro do debate sobre o desenvolvimento social e a cidadania. Longe de ser uma discussão restrita às redações ou academias, a obra joga luz sobre como a troca de saberes é a chave para enfrentar os dilemas mais complexos da atualidade.
Como jornalista e defensora das causas que movem o nosso território, tenho a honra de integrar este projeto plural, que conta com a rica contribuição de homens e mulheres comprometidos com a transformação da nossa realidade. Meu capítulo, intitulado "Comunicação e a responsabilidade social: As redes sociais como ferramenta de enfrentamento à violência de gênero", propõe uma imersão na urgência de ressignificar o uso das plataformas digitais, transformando curtidas e compartilhamentos em escudos reais de proteção e canais de denúncia.
Veja também

Picasso: o gênio que revolucionou a arte e o homem que transformou mulheres em 'musas' e 'capachos'
5 de setembro: Amazonas celebra sua história e reafirma seu lugar no Brasil
A Rede que Conecta e Alerta na Vastidão da Amazônia
.jpeg)
No Portal Mulher Amazônica, discutimos diariamente como o isolamento geográfico e as distâncias físicas dificultam o acesso das vítimas aos canais tradicionais de justiça. É nesse cenário que a comunicação digital, pautada pela responsabilidade social, assume um papel revolucionário. Se por um lado a internet por vezes amplifica discursos de ódio e linchamentos virtuais, por outro, ela se consolidou como uma trincheira indispensável de acolhimento e informação.
O artigo que assino na coletânea defende que as redes sociais, quando utilizadas de forma estratégica por veículos de comunicação, coletivos e poder público, funcionam como um farol de utilidade pública. Campanhas de conscientização digital que explicam de forma simples o Artigo 6º da Lei Maria da Penha ou que divulgam o funcionamento do Disque 180 conseguem furar bolhas e alcançar a mulher ribeirinha, a jovem indígena e a trabalhadora urbana na tela do celular.
Responsabilidade Social: O Papel de Cada Um na Tela

Enfrentar a violência de gênero no ambiente digital exige uma postura ativa de letramento midiático e cidadania. A responsabilidade social na comunicação não é apenas um dever corporativo dos grandes portais, mas um compromisso ético de cada usuário que decide propagar informação de qualidade em vez de silenciar diante da opressão. Romper o ciclo da violência doméstica e política exige que saibamos utilizar o algoritmo a favor da vida.

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.

Fotos: Divulgação
A coletânea, ao unir a comunicação a diversas áreas do conhecimento, consagra o espírito de rede que sempre sustentou a Amazônia. Nossos saberes ancestrais e técnicos se cruzam nestas páginas para provar que a palavra é, e sempre será, a nossa ferramenta mais poderosa de emancipação. Que este livro seja o início de muitos outros diálogos em que as vozes do Norte ditem o ritmo do progresso e da justiça social do país.
Maria Santana Souza,
Editora Executiva e Analista Política do Portal Mulher Amazônica.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.