Quanto mais violência, mais acesso, mais curtidas, mais dinheiro e mais poder.°Os agressores estão sempre atentos e atuam como militantes da violência.
Por Maria Santana Souza - Os agressores perderam a honra, a dignidade e a ética, ou seja, perderam o ref noerencial humano. Eles se multiplicam em exposições públicas, condenando as vítimas de estupro, violência doméstica, racismo, misoginia e todo tipo de preconceito contra a pessoa.
Nas redes sociais, não são os algoritmos que direcionam as postagens de defesa do crime e da violência. Deixam fluir em nome da liberdade de expressão, pois assim são programados a mando dos bilionários donos das bigtechs.
Quanto mais violência, mais acesso, mais curtidas, mais dinheiro e mais poder.°Os agressores estão sempre atentos e atuam como militantes da violência. Basta uma notícia de feminicídio para começarem a tascar ofensas à vítima. São implacáveis na desumanidade. Mostram toda face nefasta da cultura machista, misógina e assassina.
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"A mulher precisa respeitar o homem".
"Traiu, tem que morrer".
"Fica de exemplo para as outras".
São manifestações assim, capazes de causar náuseas em qualquer ser humano normal, que se reproduzem nas redes sociais. Alguns, com perfil falso; outros, de cara aberta, honrados pela desonra. Agem como abutres.E você, minha cara leitora, pode estar se perguntando: como impedir essa violência simbólica?

É preciso regulamentar a internet, para deixar de ser zona sem lei ou, como queira, área de livre atuação de criminosos virtuais. Liberdade de expressão é um princípio fundamental da democracia e não pode servir de proteção para a prática de crimes de ódio, contra a honra e a dignidade humana.
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As redes sociais precisam de controle ético e moral. As bigtechs não farão isso, porque ganham dinheiro com engajamentos oriundos da prática criminosa. Digo prática criminosa porque crimes de calúnia, injúria e difamação, assim como racismo, estão previstos em lei.O problema é o volume e a capacidade de disseminação desses crimes proporcionados pelas redes sociais. Destroem famílias, reputação e o bem-estar social. Criam condições favoráveis à violência física ao incentivar o ódio.
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Mulheres, mulheres negras, negros, homossexuais e transexuais são as principais vítimas dessa horda de agressores. Não é difícil para as empresas criarem instrumentos de controle das redes sociais, que evitem manifestações criminosas. Mas o Congresso Nacional precisa aprovar a lei que regulamenta a internet. Espontaneamente, as bigtechs não farão.
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A internet deve ser mantida como recurso tecnológico da informação e do conhecimento e não como espaço de crime. Deputados e senadores da nova legislatura precisam ter esse compromisso e os eleitores devem cobrar isso.
Maria Santana Souza,
Editora Executiva e Analista Política do Portal Mulher Amazônica.
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