12 de Agosto de 2026

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Geral - 02/08/2026

Vício em bets vira desafio para empresas e trabalhadores

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Foto: Reprodução/Google

Casos de compulsão por apostas chegam ao ambiente de trabalho, elevam afastamentos e levam empresas a investir em prevenção.

As apostas online passaram a desafiar também o ambiente de trabalho. Empresas de diferentes setores relatam aumento de casos de funcionários endividados, faltas recorrentes, queda de produtividade e problemas de saúde mental ligados ao vício em bets.

 

Segundo a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), relatos de endividamento e crises familiares provocadas pelas apostas têm chegado com frequência aos setores de recursos humanos. Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta pedidos constantes de adiantamento salarial, desatenção durante o expediente e saídas frequentes para jogar como sinais de alerta.

 

Os números também refletem o avanço da ludopatia (desejo incontrolável de jogar e apostar). Em 2025, primeiro ano do mercado regulado de apostas, os afastamentos concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por transtornos relacionados ao jogo cresceram 59,8%, passando de 425 para 679 casos.Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno ocorre quando o jogo passa a ocupar espaço maior do que áreas essenciais da vida, como trabalho e relações familiares. O médico do trabalho Marcos Mendanha afirma que a compulsão costuma estar associada a quadros de ansiedade, depressão e dependência química, fatores que aumentam o risco de faltas e reduzem o desempenho profissional.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool criaram ações de conscientização e educação financeira para orientar colaboradores sobre os riscos das apostas e divulgar canais de acolhimento.

 

A Abrasel também elaborou uma cartilha para orientar empresários sobre como identificar sinais de compulsão e acolher trabalhadores sem agravar o problema. Segundo a entidade, a facilidade de acesso tornou as apostas um desafio cotidiano. “O jogo está no bolso do funcionário”, resume Gabriel Miranda, líder da Abrasel em São Paulo.A discussão também chegou à Justiça do Trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisa processos que discutem se a ludopatia deve receber tratamento semelhante ao da dependência química em casos de demissão por justa causa.

 
 
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Para quem busca tratamento, o Ministério da Saúde oferece atendimento gratuito por telemedicina a pessoas com transtorno do jogo. O serviço funciona pelo Meu SUS Digital e se soma ao atendimento prestado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e grupos de apoio, como os Jogadores Anônimos. 

 

Fonte: com informações da BNC

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