Quando as dificuldades apontam para o desespero, surge lá do fundo da alma, a esperança de que tudo vai dar certo e o aperto vai passar
Por Maria Santana Souza - É assim que vejo uma eleição, seja para cargos legislativos ou executivos: um aceno da esperança. Essa senhora, a esperança, tão decantada, mas também vilipendiada, nunca nos abandona. É como uma mãe que não larga a mão do filho ao atravessar uma rua movimentada. Se há risco, ela nos protege.
A esperança nos protege da amargura e da tristeza. Faz um cabo de guerra com a desesperança. Quando as dificuldades apontam para o desespero, surge lá do fundo da alma, a esperança de que tudo vai dar certo e o aperto vai passar. A eleição é um momento de esperança, ou não. Depende de como você vai votar. Se votar com consciência, sem ódio e sem preconceito, a esperança estará junta. Ela só abandonará uma pessoa se a desesperança for maior. Aí o caminho será da tristeza e da tragédia.
Numa eleição é decidido o preço do pão, do arroz e do feijão. O voto pode ser pelo respeito à mulher ou pelo desrespeito. A decisão pode ser contra a homofobia ou pode ser a favor da matança de homossexuais e transexuais. Pode ser ainda pela perenização do racismo ou por uma sociedade livre dessa mazela.
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A eleição é o momento da presença real da esperança. Mas depende de você. Depende da sua conduta e da sua consciência. Sabe aquela pessoa que vive dizendo que não vota em ninguém, que todo político é ladrão, que isso que aquilo? Pois é, geralmente ela vota em quem não presta. Ela é aquela pessoa que o dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht chamava de analfabeto político.
Veja o poema e tire suas próprias conclusões.
"O Analfabeto Político
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O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. nO analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
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Fotos: Reprodução/Google
Nestas eleições, é preciso estar de braços dados com a esperança num Brasil melhor, que continue trilhando o caminho da justiça social e da democracia. Quem pensar e votar diferente estará abraçado com a desesperança. Não é essa a companhia que queremos. Queremos mais direitos sociais, mais presença do Estado na proteção dos cidadãos e cidadãs. Escolha o candidato certo, que esteja com a esperança ao seu lado.
Maria Santana Souza,
Editora Executiva e Analista Política do Portal Mulher Amazônica.
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