Rotinas influenciadas por tendências nem sempre atendem às necessidades e podem causar desconforto, desperdício e uso inadequado de produtos
O mercado de beleza e autocuidado ganhou espaço na rotina dos brasileiros, mas o aumento no consumo também trouxe um desafio: saber diferenciar o que realmente é necessário do que é apenas tendência.
Entre junho de 2023 e junho de 2025, os gastos com produtos de higiene e beleza passaram de R$ 57,6 bilhões para R$ 75,6 bilhões, enquanto as ocasiões de consumo cresceram 15%, segundo levantamento da Kantar.A facilidade para encontrar recomendações nas redes sociais e a variedade de produtos disponíveis podem estimular compras por impulso. Para a dermatologista Paula Sian, seguir rotinas extensas sem considerar as características da própria pele pode provocar problemas.
Uma rotina com muitas etapas não é necessariamente mais eficiente. Cada produto precisa ter uma função e ser indicado para as características da pele. Quando a pessoa mistura vários ativos sem orientação, pode comprometer a barreira de proteção e piorar problemas que já existiam
Paula Sian
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Quando é hora de reduzir os produtos

Foto: Reprodução/Google
Nem sempre a pele demonstra imediatamente que uma rotina está inadequada. Repuxamento, descamação, coceira, ardência persistente e aumento da sensibilidade estão entre os sinais que merecem atenção. Ao perceber essas reações, a orientação é suspender os produtos introduzidos recentemente e observar a evolução. Caso o incômodo permaneça, a avaliação de um dermatologista pode ajudar a identificar a causa.
A higienização também merece cuidado. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda lavar o rosto duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. Banhos muito quentes, excesso de sabonete e o uso frequente de buchas podem retirar a proteção natural da pele. “A limpeza precisa retirar resíduos de maquiagem, poluição, suor e oleosidade, mas sem agredir. Lavar o rosto várias vezes ao dia ou tentar eliminar completamente a oleosidade pode produzir o efeito contrário e deixar a pele ainda mais sensibilizada”, afirma Paula.
Fonte: com informações Portal iG
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