Segundo o Atlas da Violência 2025, em 2023, 68,2% das mulheres mortas foram mulheres negras e 53% relataram terem sofrido a primeira violência antes dos 25 anos.
Maria Santana Souza - O Brasil tem cerca de 45 milhões de mulheres negras com idade a partir de 16 anos, segundo o DataSenado. 38% vivem no sudeste e 36% no nordeste.
Neste mês, marcado pelo dia da consciência negra e por intensos debates e manifestação contra o racismo estrutural, o Portal Mulher Amazônica e o Ela podcast servem de instrumento de luta contra o preconceito e a exclusão da mulher negra. Os números do preconceito chamam atenção e exigem reação de toda sociedade.
A taxa de trabalho informal de mulheres negras, no segundo semestre de 2024, foi de 41% ou 9,1% acima da taxa de mulheres não negras, segundo o Boletim da Desigualdade Racial do Ministério do Trabalho.
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No mesmo período, a desocupação da mulher negra foi de 10,1% e a taxa composta (desocupação+sub-ocupação por insuficiência de hora) era de 16,7%, mais que o dobro da taxa para homens não negros (7,5%).
O rendimento por hora para mulheres negras era de R$ 12,13 e R$ 22,86 para homens não negros. Ainda segundo o Ministério do Trabalho, as mulheres negras recebem apenas 50,2% da remuneração dos homens brancos e nas grandes empresas elas são de números muito inferiores nos cargos de maior remuneração.

Conforme o DataSenado, 55% das mulheres vítimas de violência em 2022 eram negras e, em levantamento mais recente, 85% da população preta diz ter sofrido discriminação racial e 72% das mulheres negras afirmam ter sido vítimas de mais de um tipo de preconceito.

Relatório de Desenvolvimento Humano 2023-2024 do PNUD mostra que a média de renda das mulheres negras corresponde a 63,3% do que
outros grupos ganham e que é alta a taxa de informalidade entre elas.
Como é possível perceber, a mulher negra é vítima do preconceito racial e de gênero.
Segundo o Atlas da Violência 2025, em 2023, 68,2% das mulheres mortas foram mulheres negras e 53% relataram terem sofrido a primeira violência antes dos 25 anos.
Vale ressaltar que mesmo diante desse quadro terrível de preconceito racial e de gênero, a mulher negra segue lutando e não se deixa apagar pela exclusão estrutural. Tem participação expressiva na literatura, na arte e nos movimentos sociais. Segue abrindo portas para garantir seu sustento e de sua família.
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Fotos: Reprodução/Google
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Neste mês de reflexão, manifestamos nosso apoio a todas mulheres negras do mundo, à sua luta por respeito e solidariedade.
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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