13 de Dezembro de 2025

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Segurança Pública - 08/11/2025

Operação em defesa do idoso prende 981 pessoas

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Foto: Reprodução/Google

Balanço de iniciativa do Ministério da Justiça, realizada em outubro, mostra que mais de 21 mil vítimas de agressões fortam atendidas, pouco mais de 19 mil boletins de ocorrência foram feitos e quase 30 mil procedimentos policiais foram instaurados

Novecentos e oitenta e um suspeitos presos, 21.525 vítimas atendidas, 28.174 procedimentos policiaisinstaurados e 19.209 boletins de ocorrência registrados. Esse é o saldo da mais recenteOperação Virtude, realizada no mês passado, que visa combater a violência contra idosos no Brasil. Os números são considerados preocupantes pelos especialistas em segurança e nos direitos da terceira idade.

 

Dados colhidos nos primeiros três meses deste ano mostra que o Disque 100 recebeu cerca de 250 mil denúncias relacionadas a violações à população idosa — uma média de quase 2.800 por dia. Um número que representao aumento de 140% em comparação com o mesmo período de 2022 — ano em que houve o levantamento anterior —, quando foram registradas pouco mais de 103 mil ocorrências.

 

"Os dados ainda são preocupantes e demonstram que precisamos continuar firmes na apuração desses crimes. É essencial responsabilizar os autores e garantir a integridade física e psicológica da população idosa. O objetivo é assegurar que as pessoas idosas conheçam seus direitos e não sejam vítimas de nenhum tipo de violência.

 

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Elas merecem respeito, cuidado, valorização, acolhimento e proteção, jamais violência",salientou Mario Sarrubbo, secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para acrescentar: "Com o avanço da idade, muitos idosos se tornam mais vulneráveis a diferentes formas de violência. Se tornam reféns de abusos físicos, psicológicos, financeiros, além de serem negligenciados por parte da sociedade", adverte.

 

Segundo a pasta, além das prisões e atividades punitivas aos agressores, a operação realizou palestras de conscientização sobre o tema. Segundo dados coletados pelo ministério, mais de 1,7 milhão de pessoas foram alcançadas pelas palestras e demais ações educativas. A iniciativa mobilizou, também, a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC); polícias Civis e Militares, corpos de Bombeiros Militares e órgãos de Perícia Criminal das 27 unidades da Federação.

 

 

A operação concluída em outubro foi a terceira edição— a primeira foi realizada em 2023 e a segunda, em 2024. A deste ano foi a que recebeu menos investimentos das três (R$ 2 milhões na de 2023 e R$ 2,4 milhões, na de 2024), porém foi a que obteve mais prisões, se comparada com as anteriores, com respectivamente 200 e 480 prisões.

 

"Garantir a segurança dos idosos é, portanto, um dever coletivo e uma demonstração de humanidade e respeito intergeracional", salientou Sarrubbo. Conforme dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o número de denúncias de agressão contra idosos cresceu 38% nos primeiros meses de 2025, somando mais de 65 mil registros.

 

Para denunciar, o Disque Direitos Humanos recebe denúncias anônimas e gratuitas por quatros canais diferentes: pelo telefone, Disque 100; por Whatsapp, (61) 99611-0100; pelo Telegram, no canal "direitoshumanosbrasil"; e pela internet, na página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que fica no site do Ministério dos Direitos Humanos.

 

Principais tipos de vilipêndio

 

Fotos: Reprodução/Google


Físico — Ocorre muitas vezes dentro da própria casa da pessoa idosa, perpetrada por pessoas próximas, como filhos, cônjuge, netos, cuidadores, entre outros. Manifesta-se via agressões, tapas, pontapés, beliscões, empurrões etc.

 

Psicológico — Perpetrado na forma de agressões verbais, tratamento desdenhoso, desprezo ou qualquer ação que cause sofrimento emocional, como humilhação, afastamento do convívio familiar ou restrição à liberdade de expressão.

 

Institucional — Ocorre dentro do ambiente institucional (público ou privado) e pode ser perpetrada por funcionários via ações desatenciosas ou omissivas.

 

Patrimonial — Envolve práticas ilícitas que comprometem o patrimônio da pessoa idosa, como forçá-la a assinar documentos sem explicação, alterações em testamentos, procurações, antecipação de herança ou venda de bens sem consentimento, falsificação de assinaturas, etc.

 

Sexual — Refere-se ao ato sexual utilizando pessoas idosas para obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas, via coação com violência física ou ameaças.

 

Negligência — Refere-se à recusa ou omissão de cuidados. É muito comum tanto no seio familiar quanto em instituições que prestam serviços de cuidado e acolhimento a pessoas idosas.

 

Abuso financeiro — Caracteriza-se pela exploração ilegal ou uso não consentido dos recursos financeiros da pessoa idosa. Normalmente, o violador apropria-se indevidamente do dinheiro, cartões bancários e utiliza os valores para fins alheios à promoção do cuidado.

 

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Discriminação — Envolve comportamentos ofensivos e desrespeitosos em relação à condição física da pessoa idosa, desvalorizando-a e inferiorizando-a por sua idade.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense 

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