Atualização promete respostas mais rápidas e precisas, personalidades customizáveis e desempenho superior em tarefas complexas, como criação de softwares
A OpenAI está lançando um novo e mais poderoso modelo de inteligência artificial, chamado GPT-5, em uma tentativa de manter sua liderança diante do avanço da concorrência nos Estados Unidos e na China. O programa, que será apresentado oficialmente durante um evento transmitido ao vivo nesta quinta-feira, foi desenvolvido para ser mais eficiente em programação, escrita criativa e no raciocínio sobre questões complexas.
Em conversa com jornalistas nesta semana, o CEO da OpenAI, Sam Altman, descreveu o novo modelo como uma “grande atualização” em relação às versões anteriores.
— Pela primeira vez, parece realmente que estamos conversando com um especialista em qualquer assunto — disse ele.
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A atualização estará disponível a partir desta quinta-feira para todos os usuários gratuitos e para boa parte dos assinantes pagos do ChatGPT. Clientes corporativos e do setor educacional terão acesso ao modelo a partir da próxima semana. Os assinantes pagos terão direito a maiores limites de uso. Com sede em São Francisco, a OpenAI deu início à revolução da inteligência artificial generativa há quase três anos, com o lançamento do ChatGPT, inicialmente baseado no modelo GPT-3.5. Desde então, a empresa lançou sistemas cada vez mais sofisticados, incluindo agentes de IA capazes de executar tarefas em nome do usuário com pouca ou nenhuma intervenção humana.
Ao longo deste ano, houve grande especulação em torno do GPT-5, alimentada pelo próprio Altman. Em abril, ele afirmou que o modelo superaria as expectativas da empresa. Mais recentemente, compartilhou certa apreensão pessoal com o desempenho da nova IA.
— Recebi uma pergunta por e-mail que eu mesmo não entendi muito bem, então coloquei no modelo — o GPT-5 — e ele respondeu perfeitamente — disse Altman em um podcast. — Me senti inútil em comparação com a IA.
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Segundo Nick Turley, líder da equipe do ChatGPT, o GPT-5 responde mais rápido, é melhor em responder perguntas e “alucina” (isto é, inventa informações) com menos frequência que os modelos anteriores.
— Quando você conversa com esse modelo, parece um pouco mais natural — afirmou.
Como parte do lançamento, a OpenAI está introduzindo quatro personalidades pré-configuradas que os usuários do ChatGPT poderão escolher para personalizar suas interações com o chatbot. As opções, inicialmente disponíveis como um “teste de pesquisa”, são: Cínico, Robô, Ouvinte e Nerd. Com o GPT-5, o ChatGPT também será capaz de decidir automaticamente quando gastar mais tempo refletindo sobre a pergunta de um usuário, e quanto tempo deve dedicar a isso. Segundo a OpenAI, esse ajuste automático pode otimizar os recursos computacionais da empresa e oferecer respostas mais satisfatórias, sem que o usuário precise escolher entre diferentes modos de uso. Um dos principais destaques do novo modelo é seu desempenho em programação. Grandes empresas de tecnologia e startups estão investindo em assistentes de IA que ajudem desenvolvedores, de todos os níveis, a acelerar a escrita e correção de códigos.

— A ideia de software sob demanda será uma marca da era GPT-5 — afirmou Altman.
Em uma demonstração ao vivo na quarta-feira, um pesquisador mostrou como o GPT-5 pode ser usado para criar rapidamente um aplicativo web para ensinar francês a falantes de inglês. Ele solicitou um app “bonito e altamente interativo”, com atividades como flashcards, quizzes e até um jogo no estilo “Cobrinha”, com um rato comendo queijo. Em poucos minutos, o ChatGPT gerou o software completo, incluindo o jogo. Para testar o novo modelo, a OpenAI envolveu várias empresas como parceiras iniciais, entre elas a Anysphere, criadora do popular assistente de codificação Cursor, e a Lovable, uma startup sueca focada em “vibe coding”. O cofundador e CEO da Lovable, Anton Osika, disse que sua empresa considerou o GPT-5 superior a outros modelos de IA na criação rápida de aplicativos complexos, como um aplicativo de planejamento financeiro com chatbot integrado. Segundo ele, desenvolvedores geralmente precisam iterar bastante durante a criação de softwares, e o novo modelo facilita esse processo ao gerar códigos mais fáceis de manter, além de ser eficaz na correção de bugs.
Apesar de ser uma das líderes do setor, a OpenAI enfrenta concorrência cada vez mais acirrada, inclusive de ex-funcionários e parceiros. Google, Anthropic e a xAI, esta última criada pelo cofundador da OpenAI, Elon Musk, lançaram recentemente modelos voltados a raciocínio e agentes de IA que rivalizam com os da empresa. Companhias chinesas como a DeepSeek também estão ganhando terreno, enquanto a Meta vem investindo pesado na contratação de talentos para seu novo laboratório de IA, tendo atraído mais de uma dúzia de ex-funcionários da OpenAI. Para manter a dianteira, a empresa, agora avaliada em US$ 300 bilhões, levantou dezenas de bilhões de dólares para cobrir os custos com pessoal, chips e data centers necessários à criação de modelos avançados como o GPT-5. Segundo a Bloomberg News, a OpenAI também está em negociações preliminares para uma possível venda de ações de funcionários atuais e antigos, com uma avaliação estimada em cerca de US$ 500 bilhões. O grande trunfo da OpenAI continua sendo o ChatGPT e funciona como porta de entrada para seus serviços pagos. A empresa afirma ter hoje cerca de 700 milhões de usuários semanais no ChatGPT e 5 milhões de clientes corporativos pagantes.
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Nesta quarta-feira, a OpenAI anunciou que fornecerá acesso ao ChatGPT para agências do governo dos EUA por apenas US$ 1 ao ano, em uma tentativa de ampliar a adoção da ferramenta. A empresa também lançou dois modelos abertos e gratuitos nesta semana, para competir com os da DeepSeek e da Meta.
Fonte: com informações de O Globo
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