Em parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil e com ONU Mulheres, a campanha traz guia e workshop com orientações para cobertura midiática e materiais para postagens sobre o tema
O Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP) da Câmara dos Deputados realiza a campanha de conscientização "Políticas Seguras nas Redes", para alertar sobre o aumento acelerado da violência política contra mulheres, especialmente nos ambientes digitais, e seu impacto direto sobre a representação feminina na política brasileira.
Desenvolvida com o apoio técnico de especialistas em comunicação e gênero, a campanha visa romper barreiras e furar a bolha tradicional do debate sobre o tema, dialogando com quem nunca ouviu falar do assunto. Para isso, disponibiliza peças para redes sociais, um e-book com orientações para jornalistas e influenciadores digitais sobre a cobertura dos casos de violência durante o período eleitoral, além de uma oficina virtual sobre a mesma temática.
Os conteúdos foram pensados tanto para alcançar o público geral quanto para sensibilizar e engajar jornalistas e produtores de conteúdo dos mais diversos nichos — entendendo que esses comunicadores podem fazer o assunto chegar à população de uma forma que ações institucionais e acadêmicas ainda não conseguiram. A campanha está disponível no hotsite oficial, que centralizará os materiais de conscientização e capacitação.
Veja também

Maria do Rosário abre desembarque de líderes do PT na campanha de Luiz Borges
'VIVAS, LIVRES E SEM MEDO': Ministras defendem ações de Lula para as Mulheres
Letramento

Além de detalhar comportamentos e atitudes que caracterizam o crime definido pela Lei da Violência Política contra a Mulher (Lei 14.192/2021), os materiais estimulam a consciência sobre as agressões tanto por parte dos agressores quanto das vítimas. A ideia é desnaturalizar a violência como algo intrínseco à disputa política. Dessa forma, a campanha pretende funcionar como uma ação para promover o letramento de gênero não só entre comunicadores, mas também entre ativistas, candidatas e suas assessorias, e o público em geral — o que, segundo especialistas, é uma das formas mais eficazes de enfrentamento do problema.

Fotos: Reprodução/Google
A ideia é que a campanha se estenda até após o segundo turno das eleições, com o compartilhamento periódico de novos materiais. Entidades da sociedade civil e outros órgãos públicos também se somarão à iniciativa, apoiando a sua divulgação e ampliando o seu alcance.
Fonte: com informações Câmara dos Deputados
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.