17 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 06/04/2026

Meteorologia aponta pouca chance de cheia recorde em 2026

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Foto: Reprodução/Google

De acordo com o Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (LabClim-UEA), a chance de um novo recorde em Manaus, neste momento, é considerada baixa

A cheia dos rios no Amazonas neste ano começou forte, mas os sinais mais recentes indicam um cenário diferente do registrado em 2021, quando o estado registrou a maior enchente da história. De acordo com o Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (LabClim-UEA), a chance de um novo recorde em Manaus, neste momento, é considerada baixa.

 

Segundo o meteorologista do LabClim-UEA, Leonardo Vergasta, ainda é cedo para qualquer afirmação definitiva sobre o pico da cheia neste ano, mas o panorama atual não aponta para um evento extremo. Ele explica que apesar de os níveis terem subido de forma acelerada entre novembro e janeiro, esse ritmo perdeu força nas últimas semanas.


“Embora o ano tenha começado com uma subida expressiva, os dados mais recentes indicam que, no momento, a probabilidade de um novo recorde histórico em Manaus é baixa. Para que a marca de 30,02 metros registrada em 2021 fosse batida, seria necessária a manutenção das taxas de subida aceleradas observadas entre novembro e janeiro, o que não está ocorrendo agora”, destacou Vergasta.

 

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Desaceleração

 

 

Meteorologista Leonardo Vergasta monitora desaceleração

na subida dos rios em Manaus (Foto: Divulgação)

 


O meteorologista afirma que os dados mais recentes mostram uma desaceleração em várias partes da bacia amazônica. No Alto Solimões, por exemplo, o nível do rio em Tabatinga entrou em estabilidade e até leve descida. Esse comportamento se repete ao longo do curso, como em Fonte Boa, onde a subida está mais lenta do que o habitual. Já nas calhas do Juruá e do Purus, alguns pontos começaram a apresentar sinais de vazante, o que reduz a pressão sobre o sistema principal.

 

“Mesmo em Manacapuru, que antecipa o volume que chegará à capital, a taxa de subida de 4,1 cm por dia está abaixo dos 5,4 cm climatológicos. Em Manaus, a situação segue a mesma lógica: a taxa atual de 3,8 cm por dia é inferior aos 4,1 cm observados historicamente nesta época, consolidando um ritmo de subida moderado”, exemplificou o especialista.

 

Pico da cheia em Manaus

 

 


O meteorologista também apresentou um prognóstico do LabClim para o pico da cheia em Manaus. Segundo Vergasta, ela deve ocorrer entre a primeira e a segunda quinzena de junho, com nível médio estimado em 28,35 metros, podendo variar 45 centímetros para mais ou para menos. Isso indica uma cheia significativa, mas dentro de padrões já conhecidos, segundo ele.

 

Valor semelhante também foi divulgado nesta semana pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que afirmou que Manaus deve ter cheia dentro da média, com previsão de 28, 3 metros. Porém, o órgão mostrou preocupação com período de vazante. De acordo com o 1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026 do SGB, a próxima seca pode chegar a patamar “severo”.

 

O que esperar para os próximos meses?

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Leonardo Vergasta, a tendência para os próximos meses é de estabilização com relação a cheia, com a possibilidade de chuvas abaixo da média nas regiões oeste, sudoeste e noroeste da bacia. Segundo ele, o monitoramento do LabClim aponta que o fenômeno La Niña, que contribuiu para a subida antecipada dos rios no fim de 2025, já não atua mais com força.

 

"Para o trimestre de abril a junho, a probabilidade de neutralidade no Pacífico Equatorial é alta (entre 90% e 65%), embora já se observe um horizonte de aquecimento para o segundo semestre, com a possível chegada de um novo El Niño entre os meses de julho e setembro. Esse sinal de alerta no oceano Pacífico sugere que, embora a cheia atual siga seu curso, a estiagem de 2026 e a próxima estação chuvosa (2026/2027) podem ser severamente impactadas por este fenômeno", destacou.

 
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Esse novo padrão já começa a se refletir no comportamento dos rios em diferentes regiões do estado, segundo explica o especialista. No Purus, por exemplo, o nível chegou perto da cota de inundação em março, mas a tendência agora é de recuo gradual e a previsão de normalidade era até o final de março e início de abril. No Madeira, os níveis oscilaram nos últimos dias, e o pico da cheia deve ocorrer ainda em abril, segundo o meteorologista. Já em Manaus, Vergasta afirma que Rio Negro deve continuar subindo de forma gradual ao longo de abril, sem sinais de aceleração. A projeção indica que o nível deve alcançar cerca de 25,83 metros ao longo do mês. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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