O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná é celebrado em 22 de julho, data da trágica morte da advogada Tatiane Spitzner assassinada pelo marido, o professor Luis Felipe Manvailer
Por Maria Santana, Portal Mulher Amazônica - O dia 22 de julho carrega um peso doloroso que une as mulheres brasileiras de Norte a Sul do país. Enquanto no Amazonas travamos as nossas próprias batalhas, os nossos corações e a nossa voz cruzam as fronteiras regionais para abraçar e fortalecer as mulheres do Paraná. Instituído em memória da advogada Tatiane Spitzner, o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná é um marco de profunda reflexão, luto e, acima de tudo, de mobilização pela segurança e pela vida das paranaenses.
Manifestar solidariedade a esta causa não é apenas um ato de empatia à distância; é o reconhecimento de que a dor de uma mulher agredida ou silenciada reverbera em todas nós, independentemente do sotaque ou do território que habitamos. O feminicídio é o desfecho trágico e evitável de uma cultura patriarcal que não escolhe classe social, CEP ou bioma. Seja nas periferias de Curitiba, nos campos produtivos do interior paranaense ou nas comunidades ribeirinhas da imensidão amazónica, o inimigo que enfrentamos é o mesmo: o ódio de gênero disfarçado de posse, o controle dissimulado em ciúme e o silêncio cúmplice da sociedade.
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O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná é celebrado em 22
de julho, data da trágica morte da advogada Tatiane Spitzner
assassinada pelo marido, o professor Luis Felipe Manvailer
Olhar para os indicadores do Paraná exige indignação e ação imediata. As estatísticas oficiais reforçam que a violência doméstica não tira férias e que o lar, infelizmente, continua a ser o espaço de maior vulnerabilidade para milhares de mulheres. O combate a essa realidade não pode ser restrito às comemorações institucionais ou à atuação pós-crime das forças policiais. A verdadeira virada de chave nasce na prevenção contínua: na educação de meninos e homens sobre o peso devastador das suas condutas, no fortalecimento econômico das mulheres e na garantia de que nenhuma denúncia feita pelo número 180 ou nas delegacias locais seja subestimada.

Daqui, das margens dos nossos grandes rios da Amazônia, enviamos a nossa força e o nosso respeito aos movimentos sociais, coletivos e a cada cidadã paranaense que se recusa a recuar diante do medo.

A vida de cada filha, mãe, irmã, companheira e amiga do Paraná importa e precisa ser blindada com políticas públicas eficientes e uma rede de apoio comunitária que funcione de verdade. Que o 22 de julho seja o combustível para mantermos as nossas bandeiras erguidas e os nossos parlamentos cobrados. Unindo as águas do Norte às terras do Sul, seguiremos firmes e vigilantes, pois proteger as mulheres é resguardar o futuro e a dignidade de toda a nossa nação.

Fotos: Divulgação
Maria Sanatana Souza - Jornalista | Bacharel em Direito | Fundadora do Portal Mulher Amazônica | Especialista em Comunicação para Causas Sociais e Representatividade Feminina na Política no Amazonas e Especialista em Inteligência e Estratégias em Marketing.
Fonte:
Coordenadoria Estadual da Mulher em Situacao de Violencia Domestica e Familiar - Tribunal de Justiça do Paraná
Cartilha - Rede de Proteção - Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Paraná
https://www.tjpr.jus.br/web/cevid/materiais-informativos.
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