O fundo arrecadou, durante o atual governo, R$ 2,6 bilhões em doações de outros país e aprovou investimentos de R$ 4,3 bilhões contra zero de projetos do governo Bolsonaro
Candidata ao Senado por São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) mira sua artilharia contra o desmonte promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na área ambiental. Ela fez referência direta ao Fundo Amazônia que arrecadou, durante o governo do presidente Lula da Silva, R$ 2,6 bilhões em doações de outros países e aprovou investimentos de aproximadamente R$ 4,3 bilhões contra zero de projetos do governo passado.
“Foi muito difícil para a política ambiental encerrar as ações do Fundo Amazônia, que é um fundo que tem dinheiro de doação para projetos que ajudem a reduzir desmatamento, promover pesquisa e o desenvolvimento sustentável”. Para a ex-ministra, é por isso que o Brasil não pode retroceder. “A reconstrução do nosso país precisa continuar”.
Marina afirmou que foi preciso muito trabalho para reconstruir as políticas ambientais. “É mais fácil criar algo novo do que reconstruir o que foi muito destruído. Foi esse o desafio que encontramos em 2022, quando voltamos ao Ministério do Meio Ambiente”. A deputada federal lembra que o orçamento da pasta foi retomado já na transição de governo.
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“Quando saí do ministério em 2008, eu deixei 1.500 servidores no Ibama e voltei com apenas 700. Para se ter ideia, os funcionários estavam se sentindo intimidados, perseguidos”, disse.
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Fotos: Divulgação
A candidata também destacou a crise na relação entre Bolsonaro e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por causa da divulgação das altas taxas de desmatamento na Amazônia. O ex-presidente contestou publicamente os dados, o que resultou na exoneração de Ricardo Galvão, então diretor do órgão.
“Os sistemas de monitoramento por satélite do Inpe, quando o satélite mostrava que o desmatamento estava aumentando, o governo queria esconder os dados no lugar de fazer o dever de casa”. No governo Bolsonaro, a taxa anual de desmatamento na Amazônia subiu cerca de 59% em relação aos quatro anos anteriores. Apenas no último ano da gestão foram destruídos 11.500 km², segundo dados do Inpe.
Fonte: com informações BNC
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