Em entrevista à TV Globo, presidente destacou a segurança pública, uma das principais preocupações dos eleitores, e defendeu maior integração entre União, estados e municípios
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar os estados no centro da estratégia de combate à violência durante entrevista à TV Globo na quinta-feira (27). Ao falar sobre segurança pública, tema que aparece entre as principais preocupações do eleitorado nas recentes pesquisas eleitorais, Lula defendeu uma atuação conjunta entre governo federal, governadores e forças policiais.
A declaração ocorreu durante uma entrevista em que o presidente foi questionado sobre os índices de violência na Bahia, estado governado pelo PT, e sobre a capacidade do poder público de enfrentar o avanço das organizações criminosas.
Lula reconheceu que nenhum governador consegue resolver sozinho o problema da segurança e afirmou que o enfrentamento da criminalidade exige investimento, planejamento e divisão mais clara das responsabilidades entre os diferentes níveis de governo.Segundo o presidente, a proposta é avançar na integração das forças de segurança por meio da aprovação da PEC da Segurança Pública, atualmente em discussão no Congresso Nacional.
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Integração

Durante a entrevista, Lula argumentou que existem limitações na atuação da Polícia Federal quando o crime investigado não é de competência federal. Por isso, defendeu uma estrutura que permita maior coordenação entre as forças federais e estaduais. A ideia, segundo o presidente, é estabelecer com mais clareza o papel de cada instituição e criar mecanismos para que as ações contra organizações criminosas sejam realizadas de maneira coordenada.
Lula também voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionando a instalação da nova pasta à aprovação da PEC. “O que é que eu quero fazer? Aprovando a PEC, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública, vamos definir qual é o papel da Polícia Federal nos estados, porque você sabe que a Polícia Federal não pode investigar crimes nos estados, a não ser que tenha crime federal. E nem sempre os governadores esperam”, disse.
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Fotos: Reprodução/Google
A proposta está relacionada à tentativa do governo de construir uma política nacional de segurança que não fique restrita às ações individuais de cada estado. O presidente citou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), instalado em 2025 na capital amazonense para integrar informações e ações de segurança contra organizações criminosas que atuam em diferentes países.
A estrutura reúne representantes de forças policiais e busca fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, especialmente em uma região marcada por fronteiras extensas e rotas utilizadas pelo tráfico de drogas e outros crimes. Na entrevista, Lula apresentou Manaus como um dos pontos estratégicos dessa articulação internacional. “Montamos uma base da Polícia Federal, em Manaus, para tomar conta das fronteiras, com representantes de policiais de cada país da América do Sul, para que a gente possa enfrentar…”, completou.
Fonte: com informações BNC
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