Teerã afirma que delegação presente em Nova York não tem encontros previstos com americanos; republicano havia dito esperar retomada do diálogo nesta semana
O Irã negou nesta segunda-feira que tenha planos de retomar as negociações com os Estados Unidos, contrariando declarações do presidente americano, Donald Trump, de que esperava novas conversas entre os dois países nos próximos dias. A agência oficial iraniana Irna afirmou que a delegação de Teerã presente em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas não tem encontros previstos com representantes americanos.
O Irã negou nesta segunda-feira que tenha planos de retomar as negociações com os Estados Unidos, contrariando declarações do presidente americano, Donald Trump, de que esperava novas conversas entre os dois países nos próximos dias. A agência oficial iraniana Irna afirmou que a delegação de Teerã presente em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas não tem encontros previstos com representantes americanos. Segundo o Axios, conversas indiretas mediadas pelo Catar poderiam ocorrer já nesta segunda, menos de uma semana depois de discussões entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e Jared Kushner e Steve Witkoff, principais enviados de Trump para o Oriente Médio. Os três se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU.
Não estava claro se eventuais novas conversas ocorreriam presencialmente ou por intermédio de mediadores como Catar e Paquistão. A República Islâmica afirmou anteriormente que aguardava uma resposta definitiva dos EUA às suas exigências e que ainda não havia recebido uma resposta por meio dos dois países, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
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A divergência ocorre depois de Trump rejeitar, no sábado, uma proposta apresentada por Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. O Irã afirma ter apresentado sete condições para encerrar a guerra e permitir novamente a navegação pela rota estratégica, por onde passavam cerca de 20% do petróleo e do gás mundiais antes do conflito.

Fotos: Reprodução/Google
Teerã ofereceu reabrir o estreito caso Washington adote determinadas medidas, incluindo um cessar-fogo de sete dias no Oriente Médio, inclusive no Líbano, onde o grupo xiita Hezbollah, aliado da República Islâmica, é alvo de ataques israelenses. Entre as demais reivindicações estão o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, o fim das sanções contra o setor petrolífero e o encerramento do bloqueio naval americano. — Estamos dispostos a abrir o estreito se os EUA tomarem determinadas medidas. E essas medidas não são novas — disse Araghchi no domingo ao programa Meet the Press, da NBC, acrescentando que, apesar de haver espaço para negociações, Teerã não vê motivos para retomar a diplomacia com o governo americano diante dos ataques dos EUA.
Trump, por sua vez, confirmou no sábado ter rejeitado a proposta iraniana. Ao deixar a Casa Branca, o republicano afirmou que Teerã queria “chegar a um acordo no qual abram o estreito imediatamente porque estão perdendo muito”. Ao Axios, Trump disse que algumas das condições iranianas poderiam ter sido aceitas por Washington cerca de um ano atrás, mas que Teerã havia levado suas exigências longe demais. — O presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações positivas, assim como muitas contraditórias, algo que, infelizmente, ouvimos dele com frequência — disse Araghchi, destacando que apenas uma “solução negociada” pode resolver o impasse em torno do Estreito de Ormuz. — Permanecemos firmes diante de qualquer agressão contra nós, mesmo que isso leve a uma guerra apocalíptica.
Fonte: com informações O Globo
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