Atividades deste ano têm como tema a cultura hip-hop no sistema socioeducativo
A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) recebeu a 5ª edição do programa ‘Caminhos Literários’. Na sexta-feira (03/07), cerca de 50 adolescentes em conflito com a lei, que cumprem medida nas unidades socioeducativas da Sejusc, participaram de uma ação sobre inclusão social pela cultura e arte.
O projeto idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com diversos órgãos, proporcionou uma tarde de interação por meio da cultura hip-hop. E, ao som de artistas como a DJ Rafa Militão e MC Dakota, receberam a mensagem de resistência cultural e social presente nas periferias.
O diretor do Sistema Socioeducativo da Secretaria Executiva de Direitos da Criança e do Adolescente da Sejusc (Sedca), Jerlison Portilho, pontuou a importância da atividade para a ressocialização dos adolescentes. “A Sejusc participa todos os anos, e o programa ajuda a abrir novas perspectivas na vida desses adolescentes, mostrando que existem saídas e que eles têm a possibilidade de mudar seus próprios rumos”, disse.
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Um dos parceiros da ação, o líder do movimento Perifa Amazônia, André Santos, afirma que o ‘Caminhos Literários’ valoriza o potencial das periferias. “Nosso trabalho é voltado especialmente para a formação de jovens lideranças nos seus territórios, para que comecem a interferir positivamente nas suas próprias realidades”, explicou.

Fotos: Ygson França/Sejusc
O adolescente Mário Sérgio (nome fictício), 17, participou da atividade e identificou a oportunidade de explorar seus próprios talentos na arte, após o cumprimento da medida socioeducativa. “Eu escrevo, faço músicas no estilo trep, e hip-hop. Vejo, pelo exemplo desses artistas que estão aqui, que nós podemos mudar nosso destino”, disse.
Olhar da Justiça
O representante do Grupo Permanente de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), juiz Saulo Góes Pinto, avalia positivamente ações como a realizada nesta sexta (03/07). “É com esse olhar diferenciado, voltado para a humanização do sistema, que podemos envolver a sociedade e os poderes públicos, potencializando os recursos e gerando oportunidades reais para a ressocialização”, defendeu o magistrado.
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