Colombiano Wilber Muñoz ficou horas sem contato com a equipe na baía do Marajó; ativista passou por cidades do Amazonas a caminho do Pará.
O nadador e ativista ambiental colombiano Wilber Honório Muñoz Burbano, de 45 anos, conhecido como “Homem-Peixe” ou “Super H”, foi localizado com vida na sexta-feira (28 de agosto), após ficar horas desaparecido durante uma travessia a nado pela baía do Marajó, no Pará. Wilber havia iniciado, por volta das 4h, um percurso de aproximadamente 24 quilômetros entre ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, e Barcarena.
Durante a travessia, a equipe náutica que acompanhava o nadador perdeu contato visual com ele. Segundo as primeiras informações divulgadas, a forte maresia e as condições adversas da baía reduziram a visibilidade.O desaparecimento mobilizou lanchas, jet skis, um drone, integrantes da expedição e equipes do Corpo de Bombeiros. As buscas passaram por diferentes pontos da baía, entre eles a região da ponta do Malato.
As primeiras notícias, publicadas por veículos como O Liberal e UOL, informavam que o colombiano permanecia desaparecido até o início da tarde de hoje. Pouco depois, o Diário do Pará informou que Wilber havia sido visto com vida na região de vila do Conde, em Barcarena. Ele continuava nadando e estava acompanhado por um caiaque de apoio.
Veja também

Sarah Letícia garante vaga no Sul-Americano Sub-18 e brilha como única medalhista do Amazonas
Ufam reconhece trajetória de Fátima Guedes com título de doutora honoris causa
Foto: Reprodução/Google
A localização encerrou as especulações sobre uma possível morte do ativista, informação que chegou a circular sem confirmação nas redes sociais.Uma das etapas mais perigosas A travessia pela baía do Marajó estava entre as etapas finais e mais perigosas da expedição “Amazonas a Pulmão”, criada por Wilber para denunciar a poluição provocada pelo plástico e defender a preservação dos rios amazônicos.
Na véspera do percurso, o colombiano publicou um vídeo no qual relatou dores e desgaste físico acumulados durante os mais de dez meses de viagem. “O corpo está muito ressentido”, declarou em uma das últimas entrevistas concedidas antes da travessia. O trajeto exigia que o nadador enfrentasse marés, correntezas, ondas e mudanças rápidas nas condições de visibilidade. A chegada a Belém estavaprevista para o fim de agosto.
Do Peru ao Brasil
A aventura começou em 13 de outubro de 2025, na região de Cusco, no Peru. A proposta de Wilber era acompanhar o curso do Amazonas desde a região de sua nascente até a foz, no Pará. Depois de atravessar diferentes regiões peruanas, ele passou pela Colômbia e entrou no Brasil por Tabatinga, no alto rio Solimões, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ao longo da expedição, Wilber nadava entre quatro e dez horas por dia. A cada hora, fazia pequenas pausas para se alimentar. À noite, era recebido por moradores das comunidades ribeirinhas situadas ao longo do percurso.
Além de nadar, o ativista realizava palestras em escolas e praças. O próprio corpo dentro do rio transformou-se em instrumento de sua campanha ambiental. “Queria fazer um impacto mundial, não queria que ficasse apenas na Colômbia. Pensei em nadar o rio Amazonas, o rio mais importante do mundo, para fazer um chamado a todo o mundo”, disse Wilber em entrevista à agência AFP, reproduzida pela Folha de S.Paulo.
Fonte: com informações BNC
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.