15 de Setembro de 2026

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Geral - 01/09/2026

Governo federal vai colocar R$ 6 bilhões nos Correios; saiba por quê

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Foto: Reprodução/Google

Recurso integra projeto orçamentário enviado ao Congresso e visa garantir liquidez para reestruturação da estatal

O governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. O valor foi incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional na segunda-feira (31). Segundo os ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, o recurso tem como objetivo garantir liquidez à estatal e dar continuidade ao plano de reestruturação financeira e operacional dos Correios.

 

A medida ocorre em meio à grave situação financeira enfrentada pela empresa, que acumula quatro anos consecutivos de prejuízos, com déficit estimado em cerca de R$ 15 bilhões.

 

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Aporte faz parte de acordo com bancos

 

 

Os R$ 6 bilhões estão relacionados a uma das cláusulas do contrato firmado com bancos que concederam um empréstimo aos Correios no fim de 2025. Participaram da operação o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. Até o momento, o Tesouro Nacional não transferiu recursos para a estatal. O governo apenas ofereceu garantia à operação, funcionando como fiador dos Correios em caso de inadimplência. Agora, a previsão de aporte no Orçamento de 2027 busca assegurar recursos para que a empresa consiga avançar na recuperação financeira.

 

Correios tentam reduzir despesas

 


De acordo com o governo, os Correios vêm adotando medidas para diminuir gastos, aumentar a receita e melhorar o fluxo de caixa desde o lançamento do plano de reestruturação, em dezembro de 2025. No primeiro semestre de 2026, os custos dos serviços ficaram em R$ 7,6 bilhões, cerca de 14% abaixo do previsto. As despesas com pessoal também recuaram aproximadamente 4%, resultado que teve influência do Plano de Demissão Voluntária (PDV).

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Outro indicador apresentado pelo governo foi o Ebitda, que ficou R$ 910 milhões acima da previsão, uma diferença de 18% em relação à projeção inicial. A estatal também conseguiu renegociar parte das dívidas. Um empréstimo considerado mais caro foi quitado, enquanto o prazo de outra dívida foi ampliado de 18 para 180 meses.

 
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Governo descarta privatização

 


Apesar dos sinais de melhora em alguns indicadores, o governo avalia que os Correios ainda precisam de recursos para manter o processo de recuperação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que não pretende privatizar a estatal. A estratégia do governo é recuperar a situação financeira da empresa e garantir a continuidade dos serviços prestados pelos Correios. A previsão dos R$ 6 bilhões, portanto, faz parte desse esforço de reestruturação e ocorre em um momento de forte concorrência no setor de entregas e de dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal. 

 

Fonte: com infornações OndaDigital

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