17 de Abril de 2026

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Política - 06/03/2026

Gilmar critica governadores que recorrem ao STF e depois atacam a Corte

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Foto: Reprodução/Google

Ministro cita Romeu Zema como exemplo e afirma que há "excesso de hipocrisia" no debate público sobre decisões do Supremo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou governadores que recorrem à Corte para obter decisões liminares com impacto fiscal e, posteriormente, passam a atacar o STF. Durante sessão plenária nesta sexta-feira, 6/3, o decano afirmou que o país convive com um “excesso de hipocrisia” no debate sobre a atuação dos magistrados.

 


Sem citar inicialmente nomes, Gilmar disse considerar “chocante” a postura de gestores que dependem de decisões judiciais para manter o equilíbrio financeiro de seus estados e, ao mesmo tempo, fazem críticas públicas à Corte. Em seguida, mencionou diretamente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

 

Segundo o ministro, a administração mineira tem sido beneficiada por decisões do STF relacionadas à situação fiscal do estado. “É chocante ver um governador que levou o Estado a uma debacle econômica sobreviver graças a liminares dadas por este tribunal e depois atacar a Corte”, declarou durante o julgamento.

 

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Na mesma fala, Gilmar Mendes ainda citou uma passagem bíblica para comentar o comportamento de autoridades que criticam o Supremo após recorrerem ao tribunal. “Eu fico pensando: 'pai, eles não sabem o que fazem'”, afirmou, ao defender uma reflexão mais cuidadosa sobre a concessão de liminares em disputas federativas.

 

A situação fiscal de Minas Gerais voltou ao centro do debate neste ano após decisão do ministro Nunes Marques, também do STF, que suspendeu por 180 dias a tramitação de uma ação em que o estado busca ajustar o pagamento de sua dívida com a União à sua capacidade financeira. A medida foi tomada enquanto seguem as negociações para adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

 
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Zema tem intensificado críticas ao Supremo nos últimos meses, especialmente após decisões relacionadas a investigações e comissões parlamentares. Nesta semana, o governador voltou a questionar ministros da Corte ao comentar a suspensão da quebra de sigilo de uma empresária ligada à CPMI do INSS e ao cobrar providências contra o ministro Alexandre de Moraes em meio à repercussão de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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