O presidente Lula e Janja receberam Leonardo DiCaprio para debater o protagonismo indígena, bioeconomia e o combate à crise climática.
Por Maria Santana Souza - O Palácio do Planalto, em Brasília, testemunhou um daqueles encontros que misturam a força da diplomacia institucional com o peso do ativismo global. Na tarde de quarta-feira, 2 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela "Janja" da Silva receberam o ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio. Muito além dos holofotes e do glamour de Hollywood, a reunião de 40 minutos colocou na mesa as pautas mais urgentes do século XXI: a sobrevivência da Amazônia, os direitos dos povos originários e o enfrentamento real às mudanças climáticas.
DiCaprio não pousou na capital federal por acaso. O ator lidera a Re:wild, uma organização global focada na restauração ecológica e preservação da biodiversidade. Dias antes do encontro oficial no Planalto, ele esteve em campo no Mato Grosso e no Pantanal para ouvir lideranças indígenas e monitorar projetos de reabilitação de fauna. O ator relembrou sua conexão histórica de 25 anos com o Xingu e sua longa amizade com o cacique Raoni Metuktire.
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O cerne do diálogo liderado por Janja focou na intersecção entre o social e o ambiental. A primeira-dama destacou que a preservação dos territórios tradicionais passa obrigatoriamente pelo fortalecimento e papel fundamental das mulheres dessas comunidades. Cuidar da floresta, afinal, é dar sustentação humana para quem está na linha de frente contra a degradação.
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Outro pilar crucial da conversa foi a consolidação de uma bioeconomia sustentável. Discutiu-se como o Brasil pode estruturar cadeias produtivas que gerem trabalho, renda e dignidade para as populações locais sem que nenhuma árvore precise ser derrubada. O desenvolvimento econômico da região amazônica não deve ser inimigo da floresta em pé; pelo contrário, precisa se alimentar de sua conservação.
Alinhamento Político e Cooperação Internacional

O encontro também sinaliza um momento político estratégico. Enquanto pressões do cenário internacional tentam usar o desmatamento como moeda de troca protecionista, o governo brasileiro responde reforçando parcerias globais de fomento à conservação.
O Brasil é considerado prioridade em investimentos multilaterais de ONGs, como as ligadas a DiCaprio, que já apoiam ações de combate a incêndios e demarcação de terras indígenas no país.

O gesto encerra um encontro que vai muito além de uma foto oficial nas redes sociais. Ele consolida a união necessária entre o governo, as comunidades que habitam o território e a sociedade civil internacional.

Salvar a Amazônia e construir um futuro sustentável é uma tarefa coletiva e, pelo que se viu no Planalto, o Brasil está realinhando suas alianças para liderar esse processo globalmente.

Fotos: / Ricardo Stuckert
Maria Santana Souza,
Diretora executiva e analista de Política do Portal
Fontes:
O Globo;
Portal Terra;
Portal Poder 360;
www.broadcast.com.br
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