15 de Setembro de 2026

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Política - 20/07/2026

Flávio corre para definir palanques e tenta estancar crises que ameaçam pré-campanha

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Foto: Reprodução/Google

Indefinição em Minas Gerais e turbulência no Rio de Janeiro pressionam estratégia do senador, que busca consolidar alianças nos principais colégios eleitorais do país antes do avanço da corrida presidencial

O senador Flávio Bolsonaro (PL) intensifica as articulações políticas para a construção dos principais palanques estaduais de sua pré-campanha à Presidência da República, em um esforço para mitigar o impacto das recentes crises políticas que passaram a rondar sua candidatura. A avaliação de aliados próximos indica que a consolidação dessas alianças nos maiores colégios eleitorais do país tornou-se uma prioridade estratégica, visando evitar que disputas internas e desgastes regionais comprometam a estratégia nacional do PL.


Apesar dos desafios nessas regiões, a campanha busca a consolidação de outros palanques importantes pelo país para fortalecer a imagem de unidade da direita.O cenário político mais delicado e complexo para a pré-campanha está justamente em dois estados considerados cruciais para qualquer projeto presidencial de envergadura: Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ambos os estados, com suas particularidades regionais, exigem esforços redobrados do grupo político.

 

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Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, o grupo bolsonarista ainda não conseguiu alcançar um consenso sólido sobre quem será o representante do campo da direita na disputa pelo governo estadual. Essa indefinição causa preocupação na equipe de Flávio Bolsonaro, especialmente após o Partido dos Trabalhadores (PT) encaminhar a candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT), movimento que fortalece o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.O principal impasse em Minas gira em torno do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro. Apesar do favorável desempenho eleitoral, o Republicanos ainda delibera internamente qual será o futuro político do parlamentar, contemplando a possibilidade de uma candidatura ao Senado Federal ou até mesmo à Presidência, o que inviabiliza uma definição imediata.

 

Outro obstáculo significativo é o ex-governador Romeu Zema (Novo), que permanece como uma das principais lideranças políticas do estado. Zema apoia Mateus Simões (PSD), seu vice durante o mandato, como sucessor no comando de Minas, enquanto o Partido Liberal (PL) resiste em oferecer seu apoio a essa indicação. Adicionalmente, integrantes do próprio PL, como Vitório Medioli e Flávio Hosc, tentam viabilizar suas próprias candidaturas ao governo estadual, o que contribui para aumentar a fragmentação e a disputa interna no campo bolsonarista em Minas Gerais.

 

Crises no rio de janeiro ampliam pressão

 

 

 


Se a situação em Minas Gerais representa um problema de falta de consenso, o Rio de Janeiro, berço eleitoral da família Bolsonaro, transformou-se no principal foco de desgaste político da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O estado fluminense enfrenta uma sequência de crises que compeliram o senador a reorganizar rapidamente sua estratégia regional.

 

Para conferir estabilidade ao palanque fluminense, Flávio Bolsonaro confirmou o senador Carlos Portinho (PL) como candidato à reeleição para o Senado, encerrando uma disputa interna com setores mais ideológicos da legenda. Na tentativa de expandir a base de apoio, também foi definida a indicação do deputado estadual Samuel Malafaia (PL) — irmão do pastor Silas Malafaia — como primeiro suplente da chapa, em um movimento estratégico voltado ao eleitorado evangélico.

 

A crise mais severa, contudo, envolveu o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), que era considerado uma peça importante na composição da chapa para o Senado. Canella foi detido durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a uma rede de postos de combustíveis. A investigação revelou que ele foi preso em flagrante após policiais encontrarem um fuzil calibre 5,56 sem registro dentro de seu veículo, agravando a situação. O episódio de Márcio Canella forçou o grupo político de Flávio Bolsonaro a buscar urgentemente um novo nome para ocupar a vaga na chapa, enquanto negocia ativamente com lideranças da federação composta por Progressistas (PP) e União Brasil.

 

Avanço na consolidação nacional

 

 

 


Apesar das notáveis dificuldades enfrentadas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a campanha de Flávio Bolsonaro já conseguiu estabelecer e definir alguns dos principais palanques em outras regiões do país, mostrando progresso na consolidação nacional. Em São Paulo, a aposta política recai sobre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), amplamente considerado um dos mais importantes aliados nacionais do senador. No Espírito Santo, o apoio está concentrado no prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), um nome forte na capital capixaba.

 

Na Região Sul, o PL também trabalha incansavelmente para consolidar alianças com figuras proeminentes como o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o governador Jorginho Mello (PL-SC) e o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), buscando fortalecer sua presença nos três estados sulistas. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte do país, o partido está em fase de negociação para garantir apoios com lideranças locais do PL, do PP e de partidos aliados, embora ainda persistam indefinições em alguns estados dessas importantes regiões.

 

Como a estratégia visa reduzir ruídos?

 

 

Fotos: Reprodução/Google


Nos bastidores políticos, aliados estratégicos de Flávio Bolsonaro avaliam que a rápida definição dos palanques estaduais é tida como um elemento fundamental para reduzir ruídos internos. Além disso, essa consolidação busca fortalecer a imagem de unidade da direita e permitir que o senador possa concentrar sua campanha em pautas e debates de abrangência nacional, essenciais para uma disputa presidencial.

 
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A expectativa dentro do grupo é de que as principais pendências e indefinições sejam solucionadas nas próximas semanas, prevenindo que disputas regionais prolongadas e desgastantes enfraqueçam o início efetivo da campanha presidencial de 2026, permitindo um foco claro nos desafios maiores. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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