15 de Setembro de 2026

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Política - 01/09/2026

Flávio Bolsonaro é contra PEC 6×1 e defende jornada de trabalho por hora

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Foto: ReproduçãoGoogle

Candidato propõe alternativa flexível à PEC 6x1, rebate acusações sobre filme de Bolsonaro e ataca o governo Lula.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 atendeu à solicitação do Congresso Nacional e compareceu às sessões do segundo e último esforço concentrado antes do pleito em 4 de outubro. Nesta terça-feira (1 de setembro), Flávio Bolsonaro, após presidir a sessão da Comissão de Segurança Pública, anunciou que a oposição deverá apresentar uma proposta alternativa à PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.

 

Flávio defendeu um modelo baseado na flexibilidade da jornada por horas trabalhadas, em vez de uma mudança constitucional que estabeleça uma nova jornada rígida para todos os trabalhadores. A proposta alternativa, segundo o senador, preservaria os direitos trabalhistas previstos na Constituição, mas daria ao trabalhador maior liberdade para organizar sua jornada de acordo com sua realidade. “Estamos oferecendo aqui a liberdade a todos os trabalhadores brasileiros de montarem a sua própria jornada de trabalho”, declarou. A declaração ocorre na semana em que a PEC 221/2019 entra na pauta do Senado. O relatório do texto é de Omar Aziz (PSD-AM), que apresentou parecer favorável à proposta.

 

Oposição quer outro texto

 

Flávio Bolsonaro argumenta que a redução da jornada precisa considerar diferentes situações enfrentadas pelos trabalhadores. Ele citou especialmente mulheres com filhos pequenos que encontram dificuldades para cumprir uma jornada fixa por falta de creches ou de pessoas para cuidar das crianças. “Aquele que não tem como trabalhar numa jornada rígida vai ter possibilidade de trabalhar adequando-se à sua realidade. Aquele trabalhador que queira trabalhar mais horas, seja por qual motivo for, ele também tem que ter liberdade de poder trabalhar mais e ganhar mais”, disse. Na avaliação do senador, o modelo que a oposição pretende apresentar também permitiria que trabalhadores que desejem aumentar a carga horária possam fazê-lo para ampliar a renda. A proposta de Flávio, portanto, tenta deslocar o eixo do debate: em vez de estabelecer uma jornada máxima uniforme, a oposição pretende defender maior autonomia individual na organização do trabalho.

 

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PEC relatada por Omar Aziz

 

 

A fala do senador do PL ocorre no momento em que o Congresso discute uma das principais pautas trabalhistas do ano. A PEC 221/2019, relatada no Senado por Omar Aziz (PSD-AM), reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O texto aprovado pela Câmara prevê implantação gradual: dois meses depois da promulgação, a jornada máxima passaria a 42 horas semanais e, após 12 meses, chegaria às 40 horas. Omar já apresentou parecer favorável e manteve o texto aprovado pelos deputados, que deverá ser votado na Comissão de Constituição e Justiça, na manhã desta quarta-feira (1 de setembro) e à tarde no plenário do Senado.

 

Dark Horse: Flávio nega irregularidades

 

 

Outro ponto da entrevista concedida por Flávio Bolsonaro foi o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e os repasses atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro. Questionado sobre o assunto, Flávio negou qualquer irregularidade e afirmou que se tratou de uma relação privada entre patrocinador e produção cinematográfica. “Não tem absolutamente nada de errado em um patrocínio privado para um filme privado sobre o presidente Bolsonaro”. Segundo ele, o patrocinador teria feito o investimento esperando retorno financeiro com a bilheteria do filme. Flávio também explicou sua participação no projeto. Segundo o senador, seu papel foi autorizar o uso da própria imagem para ajudar na captação de investimentos. “O meu papel é emprestar essa carinha aqui, uma autorização para usar minha imagem”. Diante das perguntas sobre os valores e detalhes do contrato, o senador afirmou que questões técnicas deveriam ser respondidas pela produtora responsável pelo filme.

 

Acusações contra Alexandre de Moraes

 

 

Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre reportagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o empresário Daniel Vorcaro. O senador afirmou que tomou conhecimento das informações durante o deslocamento para uma reunião da Comissão de Segurança Pública que preside no Senado. Ele classificou as suspeitas como graves e afirmou que, caso sejam comprovadas pelas investigações, Moraes não teria condições de permanecer no STF. “Ali está comprovado que o Alexandre Moraes era o advogado de fato do Vorcaro”, declarou. O senador disse ainda que, caso sejam confirmadas as suspeitas, também deveriam prestar esclarecimentos outras autoridades citadas nas denúncias. “Caso se confirme, não há condição de o ministro Moraes continuar na Suprema Corte”. Flávio defendeu que o caso seja investigado e ressaltou o papel da imprensa na divulgação das informações.

 

Ataques ao governo Lula

 

Fotos: Reprodução

 

Ainda na entrevista, Flávio Bolsonaro voltou a fazer duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O senador citou endividamento da população, violência e segurança pública como problemas que, segundo ele, se agravaram durante a atual administração.Também atacou a política de fiscalização das fronteiras brasileiras. “O Brasil não tem mais soberania, a quantidade de armas e drogas que tem entrado no nosso país. AS fronteiras terrestres, marítimas e fluviais, portos e aeroportos, estão vulneráveis à entrada de armas e drogas. Está tudo um queijo suíço o Brasil”, declarou o senador.

 

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Flávio Bolsonaro também confirmou que pretende participar dos debates presidenciais e disse que estará disposto a confrontar o presidente Lula sempre que os dois estiverem no mesmo espaço. O senador afirmou que sua candidatura tem como objetivo apresentar propostas para substituir o atual governo. Por fim, classificou a administração Lula como incompetente e corrupta e afirmou que o atual governo representa um “pesadelo” para brasileiros endividados.

 

Fonte: com informações BNC Amazonas 

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