A queda Nacional não pode esconder os aumentos em 11 Estados
Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou uma redução de 3,2% nos feminicídios, totalizando 848 vítimas contra 876 no mesmo período de 2025, segundo dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher. No entanto, a queda nacional esconde aumentos em 11 estados, com destaques negativos para Amazonas, Amapá, Pará, Goiás e Sergipe, evidenciando a necessidade de fortalecer as redes de proteção e a fiscalização de medidas protetivas localmente. Mais informações podem ser encontradas no relatório do Ministério das Mulheres e Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio. No mesmo período de 2025, foram 876. A redução nacional foi de 3,2%. É um dado relevante, mas precisa ser analisado com atenção: a queda não ocorreu de maneira uniforme no país.
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Em 11 estados, o número de vítimas aumentou:
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- Amazonas: de 9 para 13;
- Amapá: de 6 para 9;
- Bahia: de 56 para 63;
- Goiás: de 30 para 49;
- Pará: de 36 para 42;
- Paraná: de 49 para 61;
- Rio de Janeiro: de 53 para 54;
- Rio Grande do Norte: de 10 para 14;
- Santa Catarina: de 26 para 32;
- Sergipe: de 7 para 13;
- Tocantins: de 7 para 8.
Goiás apresentou o maior crescimento em números absolutos
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Em Goiás foram 19 vítimas a mais, uma elevação de 63,3%. Sergipe teve o maior aumento proporcional: 85,7%, passando de 7 para 13 vítimas. Percentuais elevados em estados com números menores exigem cautela, mas não podem ser relativizados: são seis vidas perdidas a mais em sete meses.
Os dados também mostram 14 estados com redução e dois com estabilidade. As quedas mais expressivas ocorreram no Piauí, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e Rondônia.
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A redução de 3,2% deve ser reconhecida, mas não celebrada como se o problema estivesse controlado. 848 mulheres mortas por razões de gênero, em apenas sete meses, continuam representando uma realidade intolerável.
Cada aumento estadual exige análise concreta: rede de proteção, atendimento às mulheres ameaçadas, gestão do risco, fiscalização das medidas protetivas, monitoramento dos agressores, orçamento com perspectiva de gênero e integração entre segurança pública, Justiça, saúde e assistência social.
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Fotos: Reprodução/Google
Os números nacionais oferecem um panorama. Mas é nos estados e municípios que as políticas de prevenção precisam alcançar cada mulher antes que a violência se torne letal. Reduzir a média nacional não basta. É preciso impedir cada feminicídio evitável.
Fonte:
Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher — Ministério das Mulheres e Ministério da Justiça e Segurança Pública, janeiro a julho de 2026.
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