Desenvolvido por uma moradora local, o acessório rapidamente chamou atenção por sua aparência inusitada, cobrindo quase todo o rosto e deixando visíveis apenas olhos, nariz e boca.
Criado no início dos anos 2000 na cidade litorânea de Qingdao, no leste da China, o facekini surgiu como uma solução prática para um problema recorrente nas praias da região: a exposição prolongada ao sol. Desenvolvido por uma moradora local, o acessório rapidamente chamou atenção por sua aparência inusitada, cobrindo quase todo o rosto e deixando visíveis apenas olhos, nariz e boca.
Confeccionado com tecido semelhante ao de maiôs e roupas de mergulho, o facekini tem como principal função bloquear os raios ultravioleta, protegendo a pele contra queimaduras, envelhecimento precoce e manchas solares. Além disso, o material atua como barreira física contra águas-vivas, vento e areia, fatores comuns no litoral chinês.
Com o passar do tempo, o acessório ultrapassou o caráter meramente funcional e passou a carregar um forte componente cultural. O uso do facekini está diretamente ligado a um ideal estético histórico na China: a valorização da pele clara, tradicionalmente associada a status social, cuidado pessoal e distinção cultural. Por esse motivo, o item ganhou maior adesão entre mulheres mais velhas, que passaram a adotá-lo de forma recorrente nas praias.
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Foto: Reprodução/Google
A popularização do facekini também acompanhou mudanças no design. O que antes era uma peça simples e utilitária passou a incorporar cores vibrantes, estampas variadas e até referências da cultura pop, contribuindo para sua difusão nas redes sociais e na mídia internacional. Hoje, não é raro ver banhistas entrando no mar ou caminhando pela areia usando o acessório como parte natural do traje de praia.
Embora frequentemente visto com estranhamento no Ocidente, o facekini revela como moda, saúde e tradição podem se entrelaçar de forma singular. Mais do que uma curiosidade visual, ele expressa valores culturais profundamente enraizados e evidencia como diferentes sociedades constroem suas próprias relações com o corpo, a estética e o ambiente.
Fonte:
The New York Times – Matérias sobre comportamento e tendências globais
https://www.nytimes.com
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