Erika afirma que, com o tempo, elas passaram a perceber que a relação entre as duas ia além da amizade.
Tuane Alves e Erika Ribeiro foram criadas na igreja evangélica e levaram anos para aceitar o amor entre elas e se entender como mulheres bissexuais. Hoje, as duas são mãe da Martina, de três meses. As duas dizem que se conheceram em uma igreja evangélica mais tradicional e permaneceram amigas por mais de dez anos. Erika afirma que, com o tempo, elas passaram a perceber que a relação entre as duas ia além da amizade.
Após Tuane voltar de um trabalho missionário no Haiti elas perceberam que aquele vínculo de amizade tinha mudado. Foi aí que começou um processo foi conflituoso e doloroso. "Foi muito difícil. Passamos de dois anos em total negação, acreditando que não era certo, que era pecado, que não podíamos ficar juntas, que tínhamos que nos afastar... Tentamos nos distanciar muitas vezes", diz Erika.
Tuane então começou a questionar a forma como vivia a fé e buscou um caminho próprio para se aproximar de Deus. "E eu não entendia que Deus era esse que me faria sofrer por uma coisa que eu não queria viver e mesmo assim deixaria isso viver dentro de mim, sabe? Então eu disse: 'Não, eu preciso ter um encontro com Deus a partir das minhas perspectivas e não do que os pastores de púlpitos narram para mim como certo ou errado", contou.
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Casamento revolucionário

Foto: Reprodução/Google
Tuane e Erika se casaram em dezembro de 2021 na Igreja Batista do Pinheiro, e a celebração viralizou. Páginas de fofoca publicaram que uma "pastora batista" havia celebrado a união e que a repercussão foi "chocante". As duas também contam que mudaram de ideia sobre a possibilidade de ter filhos após um ano de casadas. A princípio não era uma vontade, mas isso mudou com o tempo. "Quando a gente casou, a gente tinha plena convicção de que nós não seríamos mães. As duas, né? Mas aí depois uma chave virou na gente. No nosso relacionamento, foi amadurecendo, a gente foi entendendo que seria legal que a nossa história se perpetuasse", disse Tuane.
Hoje, elas são mães de Martina, de nove meses. Tuane afirma que a chegada da filha trouxe uma experiência de amor que ela não conhecia. "Tenho conhecido um amor assim, altruísta, que é uma coisa que excede a minha capacidade de entendimento, sabe? É surreal", disse. Tuane diz ainda que a maternidade tem desafios e que a parceria entre as duas facilita a rotina.
Fonte: com informações UOL
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