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Empreendedorismo - 16/02/2026

Eles criaram blocos para bebês e idosos e faturam até R$ 70 mil no carnaval

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Foto: TV Globo

Empreendedores em São Paulo e no interior do Rio adaptaram a folia para públicos específicos e transformaram inclusão em oportunidade de negócio.

Quando o carnaval toma as ruas, cada folião encontra seu ritmo — e, nos últimos anos, até quem ainda nem anda e quem já viveu muitas décadas ganhou espaço na festa. De um lado, um berço adaptado desfilando no meio da multidão. Do outro, idosos abrindo alas com energia de quem não quer ficar de fora da folia. Em comum, a mesma ideia: com cuidado e estrutura, todo mundo pode participar — e isso também virou oportunidade de negócio.

 

Em São Paulo, o bloco criado pelo empresário Diogo Rios surgiu depois que ele adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao carnaval. O vídeo viralizou e impulsionou a criação de um bloco estruturado para crianças na primeira infância. Hoje, o evento reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e escolha de locais com sombra.

 

O investimento inicial foi de R$ 150 mil. A receita vem da venda de cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil. No mês de carnaval, o bloco chega a faturar R$ 70 mil. O evento gratuito também funciona como porta de entrada para outros projetos infantis pagos ao longo do ano.

 

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Em Nova Friburgo (RJ), a psicopedagoga e geronmotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, iniciativa que nasceu após seu trabalho com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência. A primeira edição, em 2025, destacou o protagonismo dos idosos, que levaram suas famílias para o desfile.

 

Fotos: TV Globo

 

O bloco conta com voluntários para auxiliar a locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e trajeto planejado para evitar desgaste. A ILPI parceira acompanha o evento com uma van. Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com mais procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços focados em envelhecimento saudável.

 

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No “esquenta” realizado na instituição parceira, as histórias se misturam: uma participante de 64 anos diz que “envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional”. Um senhor de 96 anos se diverte como quem não pretende abandonar o carnaval. “Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional.”

 

Fonte: Com informações G1 

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