12 de Agosto de 2026

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Especial Mulher - 25/07/2026

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha: conheça cinco mulheres fundamentais para a data

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Foto: Divulgação/Marcha Nacional das Mulheres Negras

Mais de três décadas após sua criação, o 25 de julho segue como uma data de mobilização em diversos países

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, reconhece a contribuição das mulheres negras para a história, a cultura e a luta por direitos na América Latina e no Caribe. A data foi criada em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana.

 

O encontro reuniu lideranças de vários países para denunciar o racismo, o sexismo, a violência e as desigualdades enfrentadas pelas mulheres negras e fortalecer uma agenda comum de mobilização. Posteriormente, a data passou a integrar o calendário internacional da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o dia 25 de julho também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído em reconhecimento à trajetória de resistência da líder quilombola.

 

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Tereza de Benguela comandou o Quilombo do Quariterê, na região onde hoje fica o estado de Mato Grosso, durante o século 18. Após a morte de José Piolho, assumiu a liderança da comunidade, que resistiu por décadas às investidas de bandeirantes e forças coloniais. Relatos históricos apontam que o quilombo possuía formas próprias de organização política, com um sistema de decisões coletivas comparado a um parlamento. E que Tereza era tida como rainha. Sob sua liderança, o grupo mantinha atividades de agricultura, comércio e produção de ferramentas e armas.

 

 

Outra das principais referências do movimento negro e do feminismo negro no Brasil foi Lélia Gonzalez, filósofa, antropóloga e professora. Sua produção intelectual analisou as relações entre racismo, desigualdade de gênero e classe social. Gonzalez foi responsável por formular o conceito de “amefricanidade”, que identifica elementos culturais compartilhados pelos povos negros da América Latina e do Caribe, e propõe uma leitura da história a partir das experiências da população afrodescendente. Sua atuação influenciou movimentos populares, pesquisadores e políticas voltadas para a igualdade racial.

 

 

Mais um nome é o de Mariana Grajales, lembrada em Cuba como “la madre de la patria”. Ela participou da luta pela independência do país ao lado da família durante a Guerra dos Dez Anos, iniciada em 1868. Além de atuar no apoio aos combatentes, incentivou os filhos a integrarem a luta pela soberania cubana. Sua trajetória fez dela um dos principais símbolos da independência de Cuba e da participação das mulheres no processo.

 

 

Outro nome histórico é o de Aqualtune, que nasceu no Reino do Congo e comandou tropas na Batalha de Mbwila. Após a derrota, foi capturada e enviada ao Brasil como escravizada. Ela desembarcou em Recife, fugiu do cativeiro e chegou ao Quilombo dos Palmares, onde exerceu papel de liderança. Aqualtune é apontada como mãe de Ganga Zumba e avó de Zumbi dos Palmares, personagens centrais da resistência negra no período colonial.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Por fim, a poeta, coreógrafa, estilista, compositora e folclorista Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra contribuiu para ampliar o reconhecimento da identidade afrodescendente e combater o racismo por meio da arte, da pesquisa e da produção cultural. Ela nasceu em Lima, no Peru, em 1922, e dedicou a carreira à valorização da cultura afro-peruana. Ela fundou o grupo teatral Cumanana, formado apenas por pessoas negras, e mais tarde criou o Teatro y Danzas Negras del Perú, que realizou apresentações em vários paíse

 

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Mais de três décadas após sua criação, o 25 de julho segue como uma data de mobilização em diversos países da América Latina e do Caribe. A celebração reúne debates, atividades culturais, ações de movimentos sociais e iniciativas voltadas ao enfrentamento do racismo e da desigualdade de gênero, além de destacar a contribuição histórica de mulheres negras para a política, a educação, a cultura e a construção das sociedades latino-americanas e caribenhas. O 25 de julho terá mobilizações em várias cidades do Brasil e da América Latina. Em São Paulo, o ato vai ocorrer na Praça Roosevelt, a partir das 13h.

 

Fonte: com informações Brasil de fato 

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